Tags: Negócio |

Yields de investimento imobiliário em Portugal deverão manter-se estáveis em 2018


2017 deverá terminar com um recorde de investimento imobiliário comercial em Portugal, com um valor que poderá atingir os 2,2 mil milhões de euros. Esta é a previsão do CBRE Research, que revela, ainda, que em 2018 poderá ser batido este recorde, com um montante que poderá atingir os 2,6 mil milhões de euros.

Captura_de_ecra__2018-01-24__a_s_11

Relativamente ao ano transato, a entidade destaca que face a 2016 se verificou um aumento do investimento nacional, com uma quota de 22%. Já o mercado europeu (excluindo Portugal) representou 45% do investimento total. Por outro lado, em 2017 registou-se um aumento no volume médio por transação, uma tendência que a entidade acredita que se deve manter em 2018.

Quanto às yields registadas, a entidade revela que “estas mantiveram a sua trajetória de compressão com descidas em quase todos os sectores”. Para 2018, a expectativa é que estas se mantenham estáveis, ainda que com “algumas descidas ligeiras em determinados produtos prime, como escritórios e comércio de rua, na ordem dos 25 pontos percentuais”. Não obstante, o bom momento económico nacional reflete-se também no mercado imobiliário, cujos “fundamentos estão mais fortes que nunca”, destacam. A procura, por sua vez, parece ser superior à oferta, “o que tem vindo a pressionar a subida dos valores de comercialização”.

Captura_de_ecra__2018-01-24__a_s_11

Dito isto, a conjugação destes dois factores (escassez de produto típico de rendimento para venda e rentabilidade reduzida nos tradicionais produtos imobiliários) fazem aumentar o interesse por produtos alternativos e promoção imobiliária. Assim, a perspetiva da entidade é que em 2018 o investimento em produtos alternativos possa representar 10% a 15% do investimento total.

Quanto ao sector bancário nacional, a entidade acredita que este deverá ter um papel mais ativo durante este ano, resultante das melhorias relativamente à sua solvabilidade. Ainda assim, destaca que continuará a tendência de venda “de carteiras de crédito não produtivo e de imóveis que foram para aos seus balanços”.

Notícias relacionadas

Anterior 1 2 Siguiente

O Mais Lido