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WMU (Millennium BCP): “A economia mundial deverá manter a tendência de recuperação sincronizada na segunda metade de 2017”


A acompanhar atualmente cerca de uma centena de fundos de investimento, a equipa da WMU acredita que “a economia mundial deverá manter a tendência de recuperação sincronizada na segunda metade de 2017”. No espaço europeu, mostra-se otimista em relação à evolução que a economia mostrará, explicando que “os indicadores divulgados mantêm-se fortes, sugerindo a continuação do bom momento económico”. Do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, o crescimento moderado “continuará sustentado pelo consumo e pelo mercado de trabalho robusto”, no entanto persiste uma incerteza elevada em relação ao impacto da presidência de Trump no crescimento norte-americano. No Oriente, o Japão “atravessa uma melhoria cíclica, beneficiando do comércio externo global” e a China tem conseguido estabilizar, suportada por um conjunto de estímulos orçamentais e monetários.

No campo da inflação, esta “deverá continuar a convergir para a inflação subjacente, mas antecipa-se um abrandamento temporário da tendência de subida, influenciado pela queda do preço do petróleo na primeira metade do ano”.

Relativamente às classes de ativos que acreditam ser mais confiáveis, a equipa crê que o mercado das ações continuará a ser suportado pela “aceleração ligeira do crescimento este ano e pela melhoria dos resultados empresariais, nomeadamente na Europa e nos mercados emergentes”. Por outro lado, a dívida pública está bastante “limitada pela persistência das yields em níveis extremamente baixos”, numa altura em que se antevê  remoção gradual por parte dos bancos centrais a nível de estímulos. Já a dívida empresarial, “mantém-se sustentada pelo crescimento económico e pelos resultados empresariais”.

Riscos de mercado

No entanto, a WMU salienta como riscos “potenciais impactos nos ativos financeiros no período de transição para uma política monetária com um pendor menos acomodatício, riscos relacionados com o elevado endividamento e a possibilidade de um abrandamento significativo na China e riscos geopolíticos globais, a incerteza na condução de política económica nos EUA e riscos políticos na Europa, designadamente os relacionados com o Brexit”.

Para finalizar, a equipa do Millennium BCP deixa a sua visão sobre as melhores opções de investimento, referindo sempre que as “carteiras devem ser diversificadas por classes de ativos, de forma a reduzir o risco global e otimizar os retornos ajustados a esse mesmo risco”. No campo europeu, uma vez que recomendam uma sobrexposição a ações europeias, o fundo Schroder ISF Euro Equity fica como uma escolha da equipa nesta classe, pelas rentabilidades que tem oferecido, “quando comparadas com as do seu índice de referência e as dos concorrentes mais diretos” e pelo facto de investir maioritariamente em países da Zona Euro, o que se apresenta como “uma vantagem a médio prazo, uma vez que as incertezas sobre o “Brexit” devem trazer alguma volatilidade às empresas do Reino Unido.

A equipa é da opinião de que “estamos perante um processo de investimento bastante robusto, com geração contante de novas ideias e uma equipa muito estável. Martin Skanberg é o gestor principal do fundo desde Maio de 2010 e desde essa altura tem apresentado vários momentos com rendibilidades relativas (e absolutas) bastante atrativas.”

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