Fundos de pensões da BPI Vida e Pensões crescem 275 milhões em 2019


A BPI Vida e Pensões terminou o exercício de 2019 com um resultado líquido de 4,3 milhões de euros, somando assim o quinto ano consecutivo com resultados positivos apesar da quebra face aos 8,8 milhões registados no exercício anterior. Também o montante de ativos sob gestão progrediu positivamente em 11% para os 4,5 milhões de euros, sendo que a composição da carteira evidencia uma predominância dos investimentos em títulos de dívida pública e obrigações privadas.

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No segmento dos fundos de pensões, pode ler-se no relatório que a companhia "manteve o terceiro lugar no ranking do mercado, com uma quota de mercado de 14.2%, inferior em 0.4 pontos percentuais ao registado no ano anterior". A 31 de dezembro de 2019, a BPI Vida e Pensões geria um património de 3 milhões de euros em fundos de pensões, o que representa um aumento de 9.8% face ao final de 2018, repartido por 39 fundos, de 284 empresas.

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No período em questão, a rentabilidade mediana dos fundos de pensões geridos pela BPI Vida e Pensões foi de 8.1% e a rentabilidade média ponderada pelos respetivos valores patrimoniais dos fundos ficou nos 11.1%. As rentabilidades da oferta de fundos de pensões abertos da companhia foram as seguintes:

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Em termos da totalidade das carteiras dos fundos de pensões sob gestão, no final de 2019 observava-se uma preponderância maior de títulos de rendimento fixo, em particular dívida pública e privada (64% dos ativos sob gestão). A porção destinada a ações e UP de fundos de investimento situava-se nos 17%.

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Concretamente nos fundos de pensões abertos, a alocação dos montantes sob gestãos dispersava-se pelas diferentes classes de ativos da forma representada em baixo. De salientar aqui a maior ponderação de ativos de risco, nomeadamente nos fundos de pensões aberto com maiores perspetivas de valorização a longo prazo.

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Nova oferta e novos desafios

"Durante o ano de 2019, a companhia manteve um papel ativo na oferta de novos produtos de poupança para a reforma, sendo de salientar o crescimento do BPI Garantia PPR e o lançamento de dois novos PPR unit-linked", escrevem da BPI Vida e Pensões no relatório e contas. No seguimento destas introduções, e inserido no contexto de baixas taxas de juros das alternativas de investimento de capital garantido, da parte da companhia afirmam que "notou-se uma retoma do crescimento dos unit-linked, instrumento especialmente vocacionado para permitir a diversificação dos investimentos".

Já sobre os desafios que esperam a BPI Vida e Pensões no futuro próximo, a menção inevitável vai para a atual pandemia de COVID-19. "Este evento afeta significativamente a atividade económica a nível mundial e, como resultado, poderá afetar as operações e os resultados financeiros da companhia, bem como a rentabilidade futura dos Fundos de Pensões por si geridos", alertam. Contudo, a entidade fecha o relatório com uma nota tranquilizadora. "A companhia, no âmbito de sua ligação ao Grupo Caixabank, possui as medidas necessárias para a continuidade dos negócios em situações de crise. Durante o mês de março de 2020, o Grupo ativou esses protocolos. Não se estima que a referida crise possa ter efeitos na companhia que possam impactar a continuidade de seus negócios", concluem.

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