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Volume de receção e execução de ordens por conta de outrem cai no segundo trimestre


A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários revelou que o volume de receção e execução de ordens no mercado a contado registou uma queda no segundo trimestre, enquanto que o oposto se verificou no mercado a prazo. Os dados foram publicados no mais recente relatório de intermediação financeira relativo ao segundo trimestre de 2017, divulgado pela CMVM.

O volume de ordens executadas no mercado a contado pelos intermediários financeiros a operar em Portugal totalizou 21.209,3 milhões de euros, menos 15,3% do que no trimestre anterior”, pode ler-se no relatório. Não obstante, verifica-se um crescimento de 62,3% face ao período homólogo de 2016. No que diz respeito às classes de ativos, as ações são a única classe cujo volume de ordens executadas aumentou (mais 11,3% face ao trimestre anterior), enquanto que tanto do lado das ordens sobre dívida privada como dívida pública o oposto se verificou: menos 17,2% e 19,3%, respetivamente.

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Fonte: CMVM, 31 de julho de 2017

A execução de ordens no mercado a prazo, por sua vez, registou um aumento de 36,1% face ao trimestre anterior, ascendendo a 8.713,5 milhões de euros. Em termos de instrumentos financeiros, “os CFDs representaram 95,1% do total de ordens executadas neste mercado, tendo o valor negociado sido de 8.284,0 milhões de euros”, revela a entidade. Já os contratos de futuros representaram apenas 4,3% do total.

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Volume de receção de ordens sobre dívida pública, dívida privada e ações em queda

Do lado da receção de ordens por conta de outrem no mercado a contado a queda foi de 19,3%, ascendendo a 24.237,4 milhões de euros. Por outro lado, em comparação com o mesmo período de 2016 verifica-se um crescimento de 34,1%. Nas classes de ativos mais procuradas, por sua vez, “a dívida pública foi o ativo financeiro mais procurado (41,1% do total), seguida dos títulos sobre dívida privada e das ações”, revela a publicação. Não obstante, verificou-se uma queda trimestral em todas as classes de ativos: decréscimo de 23% no caso da dívida pública, de 40,1% no caso da dívida privada e de 10% no caso das ações.

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Fonte: CMVM, 31 de julho de 2017

Os investidores não residentes, por sua vez, foram responsáveis por mais de metade do total de ordens recebidas no trimestre em questão, enquanto que os investidores residentes são responsáveis por 43,3% do valor total. Ainda assim, verificou-se uma queda em ambos os casos, mais expressiva nas ordens dos investidores não residentes: queda de 27,9% para um total de 13.738,8 milhões de euros.

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Fonte: CMVM, 31 de julho de 2017

Por fim, o trimestre fica marcado por um crescimento de 22,5% no volume de ordens recebidas por intermediários financeiros no mercado a prazo, volume que ascendeu a 25.695,6 milhões de euros. Quanto aos instrumentos financeiros mais utilizados, os CFDs destacam-se novamente, com 58,3% do total, seguidos dos futuros com 40,3%. “Ao nível dos ativos subjacentes, as preferências recaíram sobre taxas de câmbio (46,6%) e índices (22,5%)”, revela o relatório.

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Fonte: CMVM, 31 de julho de 2017

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