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Volkswagen, QE e China: as nuances da semana


O índice PMI de manufacturação Chinês confirmou os temores do mercado, com o pior registo dos últimos seis anos e meio, nos 47 pontos. O ponto de equilíbrio na economia Chinesa não será fácil de encontrar e várias ameaças pendem sobre o gigante Asiático e, por arrasto, também sobre a recuperação económica no resto do mundo.

Com a Europa a digerir o impacto do problema com a Volkswagen, as palavras de Mario Draghi no Parlamento Europeu pouco acrescentaram. O presidente do BCE voltou a alertar para os perigos que ameaçam a recuperação económica e a inflação, mostrando-se disponível para aumentar em tamanho e duração o QE.

Sobe pois a expectativa em relação à próxima reunião do BCE, que vai ter lugar em Malta, no dia 8 de outubro.

O IFO Alemão revelou-se relativamente sólido em linha com os índices PMI publicados ontem. O clima de negócios e as expectativas futuras excederam as expectativas dos analistas (108,5 vs 107,9 esperado e 103,3 vs 101,4 esperado).

O Banco da Noruega desceu a sua taxa directora em 0.25%, para 0.75%, e sugeriu que mais cortes podem ocorrer a curto prazo. Com poucos intervenientes do mercado a descontarem uma descida de taxas, a Coroa Norueguesa sofreu um forte impacto, desvalorizando de níveis perto dos 9.20 para os atuais 9.47 face ao Euro. Face à Coroa Sueca também desceu abaixo do par, sendo cotada neste momento a 0.9925.

(Imagem: ollanani, Flickr, Creative Commons)