Volatilidade na fase final do ciclo económico: estabilize a sua carteira com empresas de infraestruturas cotadas


(TRIBUNA de Laura Donzella, diretora de Vendas na Península Ibérica e América Latina, da Nordea AM. Comentário patrocinado pela Nordea AM.)

Dividendos elevados, menores flutuações nos preços, cash flows mais estáveis e uma grande resiliência perante as flutuações cíclicas: as ações listadas de empresas de infraestrutura têm muito a oferecer em comparação com um grande número de ações convencionais.

Ações listadas de empresas de infraestrutura: uma classe de ativos defensiva

Num contexto em que as ações estão a subir, ainda que os lucros empresariais se possam tornar débeis, a esperança sobre o longo prazo impulsiona os mercados e aumenta a sua resiliência perante os acontecimentos económicos e políticos adversos, fora dos sectores cíclicos. Assim, fazem com que as avaliações sejam mais injustificadas do que nunca, tal como evidencia o Nasdaq. Como diz o velho ditado, “em tempo de paz, prepare-se para a guerra”. Para nós, isto implica uma carteira diversificada e resiliente. As ações globais listadas de empresas de infraestrutura oferecem tanto rentabilidades positivas em contextos encorajadores como um perfil de risco/retorno superior quando acontecem correções.

Durante os últimos 45 anos, este setor normalmente entregou um sólido retorno relativo e absoluto em períodos de fim de ciclo económico, superando as ações globais em 5% por ano em média[1]. Em termos mais amplos, as ações de infraestrutura brindaram-nos com rentabilidades semelhantes às das ações durante ciclos de mercados completos, mas geralmente com uma menor volatilidade e com uma elevada capacidade de mitigação das quedas.

Entre outros fatores, estes traços distintivos derivam claramente das características desta classe de ativos defensiva:

  • Elevadas barreiras de entrada: em geral, os ativos de infraestrutura são de natureza monopolista, o que permite que a empresa opere numa conjuntura de mercado duradoura.
  • Procura constante: esta classe de ativos apresenta cash flows atrativos, resistentes e não cíclicos além de beneficiar de tendências a longo prazo que impulsionam um aumento do investimento em infraestrutura à escala mundial.
  • Fluxos de lucros definidos e previsíveis: os cash flows são suportados pelo crescimento dos lucros que, ao mesmo tempo, são apoiados por uma base contratual de longa duração e ajustada à inflação. Assim, oferecem uma cobertura face ao aumento da inflação e das taxas de juros.

Devido a estas características, o crescimento dos lucros e dos dividendos das empresas de infraestrutura costuma ser estável e previsível, o que faz com que se tornem especialmente interessantes em períodos de incerteza nos mercados.

Porquê investir agora em ações listadas de empresas de infraestrutura?

Até agora, tudo isto faz sentido; mas a necessidade dos investidores alocarem uma parte da sua carteira a ações listadas de empresas de infraestrutura não é apenas apoiada por dados históricos. Além de oferecer proteção perante quedas, esta classe de ativos também tem a capacidade de oferecer rentabilidades semelhantes às de ações no longo prazo. Além disso, existem várias razões pelas quais as empresas globais de infraestrutura podem superar as ações globais durante os próximos meses e anos:

  • A rentabilidade total anualizada esperada do segmento de ações globais de empresas de infraestrutura situa-se entre os 9% e os 15% e é apoiada por inúmeros catalisadores a longo prazo, como o envelhecimento da rede de infraestrutura, o aumento do investimento em autoestradas com portagem e aeroportos, o crescimento da infraestrutura de dados e o desenvolvimento das energias renováveis[2].
  • As ações listadas de empresas de infraestrutura tornam-se um elemento-chave para levar a bom porto os nove Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: “Indústria, inovação e infraestrutura”, que procura construir infraestruturas resilientes para 2030. Para cumprir esta meta, a OCDE estima que deveriam ser investidos 6,3 biliões de dólares americanos em infraestrutura à escala mundial todos os anos até 2030.

Por último, ações globais de empresas de infraestrutura constituíram historicamente um elemento efetivo de diversificação na carteira, como exemplifica a sua correlação relativamente reduzida com ações globais, de 0,69[3]. Na nossa opinião, a capacidade de diversificação das ações listadas de empresas de infraestrutura poderá ganhar uma especial importância agora que entramos no que poderá vir a ser um período de rentabilidades potencialmente inferiores nos mercados.

A importância da gestão ativa

Apesar dos catalisadores estruturais desta classe de ativos despertarem cada vez mais o interesse dos investidores, a importância da gestão ativa neste segmento não deve ser subestimada, visto que a disparidade em termos de rentabilidades entre os subsectores das empresas de infraestrutura listadas (comunicações, distribuição/canalização, abastecimento público e transporte) pode tornar-se considerável. Isto responde aos diferentes níveis de sensibilidade aos fatores macroeconómicos que apresentam os diferentes componentes desta classe de ativo.

Por exemplo, em 2018, o subsector do fornecimento de gás alcançou uma rentabilidade positiva de quase 10% em dólares norte-americanos, enquanto o dos portos marítimos (pertencentes ao sector dos transportes) caiu 17%. Durante a crise financeira, a lacuna de rentabilidades entre os subsectores registaram diferença que superava os 50%. Face à necessidade de contar com profissionais da gestão ativa, a Nordea recorreu à CBRE Clarion Securites, que conta com uma vasta experiência nesta classe de ativos, para gerir a sua estratégia Global Listed Infrastruture, lançada recentemente.

Interessa-lhe uma classe de ativos que combina uma natureza defensiva com rentabilidades atrativas, vantagens de diversificação e investimento sustentável? Estamos contentes por contar com a oportunidade de lhe oferecer mais informação sobre estas opções únicas para estabilizar a sua carteira e enfrentar o final do ciclo.

Disclaimer:

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[1] Fonte: Thomson Reuters, The Conference Board, National Bureau of Economic Research (NBER) y Cohen & Steers. Data: 31.12.2018. Rentabilidades baseadas na média aritmética anualizada das rentabilidades mensais. As rentabilidades passadas não garantem resultados futuros.

[2] Não garantimos que serão alcançados os objetivos de investimento, rentabilidade e resultados de uma estrutura de investimento. O valor do seu investimento pode aumentar ou diminuir, e poderá perder a totalidade ou uma parte do capital investido.

[3] Fonte: CBRE Clarion. Período estudado: de 30.6.2010 a 30.6.2019.

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