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Volatilidade e Europa foram palavras de ordem para os investidores de ETF em março


O mês que encerrou o primeiro trimestre verificou-se ser bastante negativo devido à propagação do Covid-19. “Os governos de vários países implementaram medidas rígidas para combater a propagação no vírus, passando por restrições à circulação e ao confinamento dos seus cidadãos”, comenta Bruno Pinhão, gestor de produto – investimentos do ActivoBank. Isto levou a uma quebra na produção industrial e nos serviços, o que acarretou consequências não só económicas, mas também sociais. O profissional relembra ainda que “os bancos centrais implementaram medidas musculadas de suporte à economia que passaram por cortes nas taxas de juro e novos programas de compra de ativos”.

Para João Queiroz, head of online banking do Banco Carregosa, “muitos investidores assumiram que a pandemia seria uma situação transitória com adiamento de despesa e de investimento que em dois ou três trimestres iram observar valores de recuperação”. O profissional considera que “pairou alguma anestesia sobre a perceção da duração da contração económica, do crescimento do desemprego, que têm direta consequência na evolução das receitas das empresas, nas suas margens de resultados, nos ganhos por ação e no pagamento de dividendos”.

João Queiroz ressalta o facto de a “forte aversão ao risco e a enorme diminuição da complacência perante a incerteza, num ambiente de brutal volatilidade” terem dominado “muitas das estratégias de março com os investidores a recorrerem mais aos ETF’s inverse & short e aos de volatilidade para procurar mitigar o  impacto da generalizada desvalorização da maioria das classes de ativos, mas sobretudo das carteiras de ações”.

Nas palavras de Bruno Pinhão, “os investidores em ETF do ActivoBank adotaram estratégias diferentes durante o mês, pela escolha de ETF que beneficiam pela queda, mas também pela valorização, indiciando o curto prazo como componente para obter ganhos”. Entre os sectores preferidos dos clientes da entidade durante o mês de março além da tecnologia, energia e índices também esteve a volatilidade, à semelhança dos investidores do Banco Carregosa.

Segundo Rui Castro Pacheco, diretor-adjunto do Banco Best, entre os ETF mais subscritos pelos investidores da entidade encontram “seis ETF sobre os principais índices europeus, americanos e mundiais”. Por exemplo, “nos EUA, a preferência foi para o índice S&P 500, tendo os nossos clientes dividido as suas escolhas por dois ETFs, com os ETFs Vanguard S&P 500 UCITS ETF EUR e iShares S&P 500 EUR Hedged UCITS ETF (Acc) EUR, este último com cobertura cambial”, explica o profissional. No Velho Continente, registaram a entrada de alguns investidores no índice alemão com o ETF iShares Core DAX® UCITS ETF (DE), “ao mesmo tempo que alguns investidores apostaram na descida do índice das maiores empresas europeias, o Euro Stoxx 50, com os ETFs Xtrackers Euro Stoxx 50 Short Daily Swap UCITS ETF 1C e Lyxor Euro Stoxx 50 Daily (-1x) Inverse UCITS ETF Acc”, explica.

O ouro negro

“A indefinição quanto ao preço do petróleo foi outro dos fatores que esteve na origem da queda no mês de março. O tombo na procura e a falta de acordo entre os membros da OPEP, levaram à queda em 50% no preço do ouro negro”, explica Bruno Pinhão.

Porém, do lado dos clientes do Banco Best, as quedas não assustaram os investidores. Rui Castro Pacheco conta que verificaram alguma procura por dois ETF com exposição ao pelo petróleo, o United States Oil Fund, LP e o ProShares Ultra Bloomberg Crude Oil. Contudo, e num movimento contrário, os clientes da entidade também optaram por dois ETF ligados às energias limpas, o Global X Lithium & Battery Tech ETF e o First Trust NASDAQ® Clean Edge® Green Energy Index Fund.

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