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Volatilidade é a palavra de ordem


Com o BCE a manter as suas taxas directoras intactas e Mario Draghi a comentar ao de leve o impasse Grego, reforçando a ideia de que o Banco Central Europeu pretende a Grécia no Euro, a volatilidade nos mercados financeiros parece ter vindo para ficar. Além disso, o próprio Presidente do BCE refere que o mercado se deve habituar à mesma.

A conferência de imprensa da instituição financeira máxima entre os países europeus foi marcada por poucos factores de interesse, embora tenha contribuído para a subida de duas figuras no Euro/Dólar, para os 1.1360, e para uma subida do Bund a 10 anos para perto de 1%, o nível mais alto desde setembro passado. Só esta semana registou uma valorização de cerca de 40 pontos base.

Do lado da Grécia, a saga continua com aproximações e distanciamentos. No final, tudo se mantém inalterado. A cada dia que passa, o final do prazo parece estar mais próximo enquanto o acordo parece seguir direcção contrária, cada vez mais longe. Apesar dos poucos detalhes que se sabem relativamente ao avanço das negociações, aparentemente as últimas 24 horas foram plenas de propostas ao género de ultimato por parte da Zona Euro

A não ser que de repente se faça luz na Grécia e um sensacional acordo se venha a formalizar, é expectável uma correcção da taxa de câmbio euro/dólar para níveis perto de 1.10.

(Imagem: jurjen_nl, Flickr Creative Commons)