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Victor Saraiva (Montepio Gestão de Ativos): “O desempenho do fundo em 2018 refletiu a turbulência vivida no setor energético nesse mesmo período”


Victor Manuel Saraiva é o gestor responsável pelo Montepio Euro Energy, um produto de ações a cargo da Montepio Gestão de Ativos e a estratégia de ações nacional que em 2018 demonstrou a melhor performance, com uma rentabilidade de 1,1% no ano, segundo a Morningstar.

No que diz respeito à performance do fundo o gestor descreve 2018 como um ano que “refletiu a turbulência vivida no sector energético nesse mesmo período. Em termos históricos, a forte recuperação dos preços do petróleo bruto desde os primeiros meses de 2016 influenciou o desempenho positivo do fundo, da mesma forma que a forte correção, em descida, dos preços nos últimos 3 meses de 2018, influenciaram a sua performance negativa”.

Contudo, não foram registadas alterações significativas na estratégia do fundo ao longo do ano. “Cerca de 50% do fundo esteve investido em empresas representativas da indústria petrolífera, cerca de 25% em empresas produtoras e/ou distribuidoras de energia elétrica e cerca de 20% em empresas produtoras e/ou distribuidoras de matérias-primas ligadas à energia”, explica Victor Saraiva.

Nas suas perspetivas para 2019 relativas ao comportamento do preço de petróleo, o gestor da Montepio GA, refere “que os preços desta matéria-prima são influenciados por variadíssimos fatores”, e, por isso,  não esperam, “comportamentos atípicos em termos de preços”. Todavia, a recente re-inclusão dos Estados Unidos como um dos principais produtores de petróleo e gás natural (tanto convencional como não convencional), veio alterar a dinâmica da indústria”.

No segmento das empresas de energia, a preferência desta entidade em termos de investimentos mantém-se nas empresas petrolíferas e, segundo o gestor, “as principais multinacionais a operar no sector são o método correto de ganhar exposição à indústria petrolífera”.

Sobre a evolução da exposição ao Reino Unido, Victor Saraiva considera que não se verificaram alterações consideráveis em 2018. Num ano que se considera decisivo para a relação do país com a EU o gestor afirma que “cerca de 25% do fundo esteve investido em empresas com sede no Reino Unido e/ou cotadas em libras”. Além disso, a posição da entidade será a mesma em 2019. Na opinião do gestor “o fundo adaptar-se-á a qualquer alteração jurídica resultante das mudanças impostas pela relação do Reino Unido com a UE, de forma a continuar a incluir estas empresas no portfolio”.

Processo e filosofia

Quando questionado sobre a filosofia que caracteriza o fundo, Victor Saraiva afirma que o fundo “visa a constituição de uma carteira diversificada de ações da União Europeia, Suíça e Noruega de empresas que operam no setor da energia, ou seja, aquelas que explorem, produzam, refinem, transportem ou comercializem combustíveis fósseis (carvão petróleo ou gás natural) e seus derivados”. Para efeitos de investimento no fundo também se incluem as empresas de energias alternativas como as energias renováveis e outras formas de energia térmica.

Relativamente à seleção de títulos, esta realiza-se a partir de duas fontes. Na primeira “utiliza-se como ponto de partida os títulos que integram os índices de ações setoriais disponíveis nos mercados regulamentados. O fundo poderá integrar títulos que não façam parte destes índices, com o objetivo de obter representatividade ou diversificação e/ou exposição a empresas de pequena e/ou média capitalização bolsista”, refere Victor Saraiva. Na segunda “é efetuada uma análise da atratividade de cada um dos potenciais investimentos a partir da informação sobre cada título disponibilizada pela Bloomberg, por outros sistemas de divulgação de informação financeira, diversos canais e fontes de informação e nos relatórios de research recebidos dos diversos intermediários financeiros com quem a Sociedade Gestora se relaciona”, expõe o gestor.

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