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Veremos o fim de quase dois anos de saídas de fundos de ações europeias?


Os investidores venderam os seus fundos de ações europeias de forma ininterrupta desde o segundo trimestre de 2017. São quase dois anos de saídas líquidas da classe de ativos. Durante muitos meses as vendas coincidiram com maus momentos para as ações em geral, mas recuperaram com um regresso à normalidade. Mas após um muito bom 2019 para as ações, o êxodo prolongou-se nos ativos do Velho Continente. Segundo dados da Lipper, num ano em que as ações globais foram o ativo que mais foi comprado, entraram nas ações europeias 22.600 milhões de euros e 17.000 milhões da zona euro.

Agora que o apetite pelo risco voltou, haverá uma mudança de tendência também na Europa?

Há sinais que assim o suportam. Um indicador que destaca Walewski, fundador da Alken AM, é a percentagem de gestores que afirmam estar sobreponderados em ações europeias. Em dezembro, segundo o inquérito que partilha Walewski, é uma mudança de tendência relevante após meses de subponderação líquida.

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É um indicador adiantado que também consideram relevante na Amundi. “Dado que os fluxos em ações europeias foram particularmente negativos em 2019, uma melhoria do sentimento em conjunto com valorizações atrativas deverá reviver o apetite por esta classe de ativos”, afirmam. Os fatores estão do lado do investidor. “Pela primeira vez desde 2016, as forças geopolíticas e os bancos centrais moveram-se na mesma direção, revivendo o apetite pelo risco para as ações europeias e favorecendo o value face ao growth na região”, vaticinam.

Mas atualmente os fluxos não se estão a notar demasiado. Nas ações europeias small e mid cap houve uma recuperação, mas em ações europeias large cap, de facto, aconteceram saídas em novembro e dezembro apesar das ações globais terem recuperado a procura.

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Grande parte do retorno da Europa depende de um renascer do value, dos cíclicos. Como recordam os analistas da Amundi, as ações europeias têm um viés para sectores como o financeiro, as telecomunicações, o mineiro e as utilities, eestá subponderado ao segmento de ultracrescimento que é as tecnologias da informação.

E pelo menos no primeiro arranque do ano a procura técnica pela tecnologia continua forte, segundo dados da BofAML. É, de facto, o sector com maiores fluxos enquanto a Europa continua a viver fluxos negativos (ainda que tímidos).

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