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Vencedores prémios APFIPP: o melhor fundo de ações nacionais


Os mais recentes prémios da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios voltaram a dar destaque a alguns dos veículos de investimento nacionais. Como tal, recorrendo aos últimos dados disponíveis, procuraremos analisar os produtos premiados, começando pelo vencedor do prémio de Melhor Fundo de Ações Nacionais.

O nome do vencedor é IMGA Ações Portugal, um fundo cuja gestão está a cargo de Nuno Marques e António Dias, e que alcançou uma rentabilidade anualizada de 23,05% no ano de 2017. De acordo com a última ficha de produto disponível, o fundo geria um património na ordem dos 28,52 milhões de euros, apresentando como sectores com maior preponderância em carteira os sectores de consumo não-cíclico (29,05%), materiais (15,50%) e comunicações (14,51%). Como maiores posições, por outro lado, encontram-se nomes como NOS, BCP, Sonae ou Jerónimo Martins, sendo que também se verifica a presença de um ETF sobre o principal índice nacional, o PSI20.

Relativamente ao contexto atual do fundo, Nuno Marques revela, na ficha de produto de abril, que “os mercados acionistas globais recuperaram parte das quedas recentes ao longo do mês, em grande parte, devido ao abrandamento da retórica protecionista da administração Trump e a evolução saudável da época de resultados nos mercados desenvolvidos”. Acrescenta, ainda assim, que apesar do MSCI Europe “ter registado uma valorização de 4,8% em abril, o mercado nacional parece ter ficado aquém, tendo alcançado uma valorização de 2,8%, penalizado pelo fraco desempenho de CTT, Jerónimo Martins e EDP Renováveis”. Do lado oposto ficaram a Pharol, a Altri e a Mota Engil, que registaram valorizações mais expressivas.

Dito isto, o gestor destaca a sobreponderação a NOS, Sonae e Corticeira Amorim, bem como a subponderação a F. Ramada, como apostas que beneficiaram o comportamento do fundo. Já a subponderação a Altri e a um conjunto de pequenas capitalizações, como a Sonae Capital, Cofina e Impresa parecem ter tido um efeito contrário, tendo prejudicado o fundo.

Quanto às perspetivas para os próximos tempos, o gestor acredita que o produto está posicionado para a “continuação das dinâmicas de crescimento económico doméstico, com um enviesamento para empresas com exposição doméstica com dinâmicas operacionais sólidas ou que transacionem a níveis de avaliação muito deprimidos”, como é o caso da NOS ou BCP.

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Fonte: IM Gestão de Ativos, abril de 2018

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