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"Vemos muito mais risco em obrigações do que em acções"


As montanhas podem parecer fáceis de subir hoje em dia, mas se as previsões meteorológicas não forem correctas, o terreno poderá tornar-se escorregadio. No ING Investment Management asseguram ver muito mais risco nas obrigações do que nas acções. "A retoma verificado nos mercados financeiros ao longo deste ano, não deve desviar a nossa atenção da gestão activa do risco". Actualmente, vemos mais risco no mercado de obrigações do que no de acções. Do lado do primeiro, centramo-nos em crédito, especialmente em dívida 'high yield' e dívida de mercados emergentes", afirmam desde a entidade.

Neste sentido, na gestora afirmam que os investidores em crédito devem estar cientes do excesso de confiança. "Na verdade, há sinais que apontam que a parte boa do ciclo de para o crédito poderá estar na sua fase final. A margem para crescimento é limitada e, se houvesse um choque económico negativo, as avaliações não ofereceriam grande apoio. No caso oposto, da economia se tornar mais dinâmica, o amortecimento contra o aumento da rendibilidade dos títulos do governo seria limitado. Outro risco a ser considerado é que, num cenário de melhoria dos dados macroeconómicos e baixa volatilidade, uma mudança no comportamento das empresas poderia não favorecer os obrigacionistas".

De acordo com a empresa holandesa, uma mudança, que já começou, no comportamento das empresas, favorece os detentores de acções face aos de obrigações. "As recompras de acções e as fusões e aquisições estão a aumentar". Durante o primeiro trimestre, a actividade global de recompra de acções envolveu 168.000 milhões de dólares (equivalente ao montante da segunda metade do ano passado). "Acreditamos que esta tendência vai continuar."

Conforme explicam, as empresas estão a emitir dívida de forma a pagar dividendos. "A emissão de 17 mil milhões de dólares por parte da Apple é um bom exemplo. Claro que, este risco está restringido a uma pequena percentagem dos emitentes, e ao nível dos índices de referência o impacto será ainda mais limitado. O aumento da alavancagem também não prejudicou os negócios, já que a remuneração adicional que têm de pagar para estar na parte inferior da curva é bastante limitada".

Oportunidades em dívida emergente em moeda local 

"A curto prazo, estamos a subponderar dívida emergente em moeda forte na nossa alocação táctico de activos. Devido à redução das taxas de juro, consideramos que há mais margem para flexibilização de medidas nos mercados emergentes, a dívida emergente em moeda local continua a parecer uma classe de activos atractiva, explica a entidade num artigo recém publicado. Na verdade, a empresa continua a reforçar a sua equipa de dívida emergente. Na sequência do processo de reestruturação da equipa, que começou este ano, a empresa anunciou a nomeação de Jerry Brewin como director da equipa de gestão de dívida emergente e Marcelo Assalin , responsável pela equipa gestora de dívida emergente em moeda local nos fundos ING EMD Local Currency e ING EMD Local Bond.

Além disso, a gestora também reforçou a equipa com mais três analistas de crédito. Com a chegada da Brewin, Sylvain de Ruijter voltará a exercer as suas anteriores funções como responsável de obrigações 'core'. Assim, a equipa do ING Investment Management de dívida de mercados emergentes, é composta por 24 profissionais. Não colocam de parte a hipótese de novas contratações até aos 28 elementos. "Com isto, o ING IM demonstra o forte compromisso para com estratégias de dívida de emergente, com os quais detém mais de 12.000 milhões de dólares em activos sob gestão", explicam num comunicado

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