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Várias opções de saída guiaram os clientes das plataformas em abril


No quarto mês de 2016, tudo leva a crer que as incertezas dos mercados foram o grande “motor” que impulsionou as saídas de determinadas estratégias nas plataformas nacionais que distribuem fundos de investimento.

João Graça, do ActivoBank, conta à Funds People que em abril se verificou a “saída de mercados um pouco mais estagnados em termos de crescimento como a França, a Suíça ou mesmo a Escandinávia”. Acrescenta ainda que “alguns clientes optaram por se proteger de eventuais tumultos relacionados com as eleições espanholas saindo do fundo Ibéria”.

No caso do BiG o caminho dos resgates em abril seguiu já tendências antigas. “Os outflows parecem associar-se, sobretudo (e mais uma vez), a realocações de carteira”, começa por referir Isabel Soares, gestora de produto da entidade. Também na entidade o factor “indefinição” guiou o sentido dos resgates, pois “a monitorização e rebalanceamento dos riscos das carteiras são fundamentais para o resultado da estratégia implementada e os investidores percepcionam cada vez mais esta importância”. Explica que “as migrações têm sido efetivadas, em muitas situações, entre produtos com a mesma tipologia (em termos de exposição geográfica ou enfoque nas classes de activos) e favorecendo estratégias com mais enfoque na gestão e controlo dos riscos subjacentes em detrimento de estratégias mais direcionais”.

Por fim, no Banco Best, poucas mudanças aconteceram face a meses anteriores. Rui Castro Pacheco, head of asset management, indica que “o tipo de ativo mais resgatado foi a tesouraria”, tendo tudo o resto sido “muito fragmentado em várias estratégias de ações e obrigações”.

 

 

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