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Vantagens e desvantagens de investir em mercados de fronteira


Mercados de fronteira? Os especialistas concordam que continuam a ser os grandes desconhecidos."Muitos investidores acreditam erroneamente que os mercados de fronteira se referem a países pobres, mas o facto é que é uma classificação comercial criada pela MSCI, que inclui 25 países da Europa, África, Médio Oriente, Ásia e América Latina, com perfis muito diversos e um denominador comum: mercados de capitais relativamente novos e pouco desenvolvidos", diz Rami Sidani, gestor do fundo Schroder ISF Frontier Markets Equity.

Num recente relatório da Schroders, Sidani mostra-se muito optimista acerca do potencial destes mercados: "Os mercados de fronteira oferecem grandes oportunidades de investimento, porque ainda não são muito conhecidos e, portanto, ainda não são muito explorados, mas apresentam grandes perspectivas de crescimento para os próximos cinco ou seis anos. Tratam-se de mercados que crescem a uma taxa média anual de 6%, que controlam uma percentagem significativa dos recursos naturais do planeta e que têm uma população muito jovem, o que é positivo para o crescimento económico e para o crescimento do consumo ", diz o gestor.

Obstáculo político

Os gestores que investem em mercados de fronteira também acompanham muito de perto o risco político."As estruturas políticas e o grau de estabilidade institucional variam entre os diferentes países de mercados de fronteira, mas não há nenhuma razão para pensar que o risco político é muito maior do que em países de mercados emergentes", diz Sidani, que defende a gestão do risco através de um processo de investimento disciplinado e uma carteira bem diversificada.

Onde reside o valor?

Para o gestor da Schroders, "os fatores de crescimento dos mercados de fronteira não só mostram uma baixa correlação com os mercados desenvolvidos, com os mercados emergentes, e também entre eles, e por isso oferecem importantes benefícios da diversificação. Nos próximos anos os mercados de fronteira vão tornar-se uma classe de ativos essencial nas carteiras dos investidores internacionais ".

A Schroders vê valor por exemplo nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Cazaquistão, Omã, Ucrânia, Arábia Saudita, Georgia e Vietnam. No entanto estão subvalorizados na Nigéria, no Quénia e não têm exposição a países como a Romênia, Croácia, Tunísia, Jordânia, entre outros.

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