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"Vamos continuar a incentivar a poupança de longo prazo"


Diogo Teixeira, administrador da gestora, considera que os particulares estão a começar a regressar aos investimentos de longo prazo e que a Optimize Investment Partners irá continuar a incentivar esse tipo de poupança. Afirma que nunca deixou de acreditar na Europa e acredita que "o fim do túnel está à vista".

Como está a evoluir a actividade este ano, no contexto da actual situação económica em Portugal e na Zona Euro?
A actividade de gestão de activos em Portugal teve de enfrentar desafios importantes durante o primeiro semestre deste ano: os receios sobre a solidez do sector financeiro português, que levaram clientes a procurar soluções fora do pais; houve más experiências recentes de investimentos, aconselhados ou não, com perdas importantes; e a concorrência de produtos considerados “sem risco” oferecendo taxa elevadas: depósitos a prazo, obrigações do Tesouro… Contudo, considero que o fim do túnel está à vista. A normalização dos mercados financeiros, que já perceberam as regras do jogo implícitas com as quais o BCE está disposto a ajudar a zona euro, está a permitir um regresso dos particulares aos produtos tradicionais de investimento de longo prazo: acções, obrigações e, sobretudo, fundos de investimento.
 
Com que resultados terminaram o primeiro semestre?
Este primeiro semestre foi de consolidação da nossa actividade, o que nos permitiu finalmente chegar a um 'break-even' em base mensal a partir de Junho, quase quatro anos depois do início da nossa actividade. Acabamos o primeiro semestre com 304 mil euros de produto bancário (+18% em relação ao período homólogo de 2011), e um resultado ligeiramente negativo de 22,5 mil euros.
 
Havia a expectativa de concluir 2012 com resultado líquido positivo. Vai ser conseguido?
O 'trend' de resultados mensais aponta para um resultado positivo no final deste ano, embora ainda estejamos muito próximos “da linha de agua”.
 
Os montante sob gestão como têm evoluído face ao final de 2011?
Os activos geridos passaram de 42 milhões no final do ano passado, para cerca de 49 milhões no final de Junho, e mais de 56 milhões no final de Agosto. Este crescimento de 33% em 2012 deve-se parcialmente ao efeito positivo de mercado (cerca de 10%), mas sobretudo à nossa capacidade em responder de forma eficaz às procuras dos nossos clientes. Lançamos no final de 2011 uma conta de gestão privada especificamente dedicada ao investimento em obrigações do Tesouro Português que teve um grande sucesso junto dos clientes à procura de alternativas aos depósitos a prazo.
 
Qual é o segmento de negócio que tem tido melhor desempenho este ano? E qual o produto com melhores resultados?
Os três fundos de pensões abertos geridos por nós tiveram desempenhos extraordinários este ano, com rendibilidades a 12 meses entre os 16,3% (Optimize Capital Pensões Moderado) e 18,5% (Optimize Capital Pensões Acções) em 31 de Agosto, o que os coloca nos primeiros lugares das suas categorias respectivas na APFIPP. Os nossos fundos PPR estão também de parabéns, colocando-se entre o 1º e 3º lugar quando comparados com as 'performances' dos seus pares, com valorizações entre os 5,1% (Optimize Capital Reforma PPR Acções, nível de risco 3) e 10,0% (Optimize Capital Reforma PPR Moderado, nível de risco 2) nos últimos doze meses à 31 de Agosto.
 
"Activos europeus estão subavaliados" 
 
Quais os activos/geografias que consideram mais atractivos actualmente e porquê?
Nunca deixámos de acreditar na Europa, não só na sua capacidade em resolver a situação de crise que atravessa, como sobretudo no valor das suas grandes empresas exportadoras. Foi uma aposta que veio cedo de mais em 2011… mas que acabou por nos trazer uma parte significativa das nossas performances em 2012. Continuamos a considerar que os activos europeus estão subavaliados, com a excepção óbvia das obrigações dos estados “seguros”. Temos vindo a diminuir a nossa exposição ao mercado americano, tanto do lado da dívida como das acções, considerando os níveis de valorização actuais um pouco excessivos em termos absolutos, ao qual acrescenta-se o receio de uma descida do dólar.
 
Qual é a estratégia definida para os próximos meses? Estão previstos novos produtos? Parcerias?
Vamos continuar a incentivar a poupança de longo prazo. Lançámos uma campanha promocional para o nosso fundo Optimize Capital Reforma PPR Moderado, para dar mais visibilidade a este fundo, que obteve o melhor desempenho nos últimos doze meses. Estamos também prontos a lançar, em parceria com a Proteste Investe, uma conta de gestão privada investida numa selecção dos fundos de investimento aconselhados por esta associação. E, finalmente, estamos a pensar lançar até ao final deste ano um novo fundo, que irá investir em obrigações dos estados e empresas dos países actualmente debaixo dos holofotes dos mercados (Portugal, Espanha, Itália, Irlanda). Já temos programa até ao natal!
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