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Update ao largamente premiado BPI Portugal


O BPI Portugal, a cargo de Catarina Quaresma Ferreira, da BPI Gestão de Activos, tem conseguido sobressair no mercado nacional através de várias “menções honrosas”. Numa altura em que os fundos de ações nacionais não se conseguem manter em terreno positivo desde o início do ano, importa salientar (e conhecer) o produto que na última edição dos prémios da APFIPP saiu vencedor na categoria de Melhor Fundo de Ações Nacionais, destacando-se assim numa metodologia que considera os melhores retornos ajustados ao risco nos últimos 1, 3 e 5 anos.  Além deste prémio, o fundo também saiu galardoado nas últimas duas edições dos Morningstar Awards.

Também na própria metodologia Funds People o fundo ganha destaque. É o único fundo de ações nacionais que consegue um selo de Consistente, de entre os restantes 216 produtos com esta menção.

Em entrevista à Funds People Portugal, Catarina Quaresma Ferreira justifica que o prémio recentemente atribuído pela Associação reflete precisamente a consistência do produto e revela aquele que é, na sua opinião, o grande factor diferenciador do produto face aos restantes peers: “a capacidade de conseguir replicar ao longo dos anos um processo de investimento que está bem definido”.

As chaves do sucesso

No processo de investimento indica como mais-valia “a grande proximidade de investimento que têm com as empresas”. Explica que reúnem com frequência com as mesmas, mas também “com as próprias corretoras que seguem as empresas portuguesas”. É através desta “interação contínua” que diz desenvolverem “o trabalho de análise fundamental que permite ter margem de segurança para escolher as empresas em carteira”. Para a performance do produto, a gestora aponta o contributo de determinadas características das empresas em carteira: “empresas com baixo endividamento, geradoras de cash flow, com posições de liderança em determinados sectores ou mercados onde se incluem, mas também companhias que beneficiam de movimentos de consolidação em determinada altura”.

“Embora o fundo tenha como universo de investimento as empresas da bolsa nacional, a gestora confessa que a carteira não é directamente comparável com o índice PSI20, já que não pode replicar a sua composição. O índice é concentrado nas empresas de maior dimensão enquanto que o fundo tem de respeitar os limites legais de exposição, sendo por isso mais diversificado”, explica a gestora.

Futuro ou ETF?

Precisamente sobre o Futuro sobre o PSI-20 atualmente em carteira, a gestora explica que esta opção em detrimento do investimento num ETF que replique o mercado se justifica por causa da “minimização de um eventual risco de crédito” que o Futuro proporciona. Essa decisão, diz, é pouco influenciada pela comparação dos custos entre um e outro veículo. “Embora a comparação dos custos também pese na decisão, existem regras internas que têm de ser respeitadas quanto ao investimento em ETFs sintéticos”, adianta.

Para além do habitual bode expiatório da liquidez como um dos principais problemas do mercado nacional, a profissional acrescenta ainda a preocupação sobre “a diminuição do número de empresas no índice”.  Resume: “continuam a faltar empresas com uma capitalização bolsista relevante”.

                                                        

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