Uma solução que não cura, mas remedeia


A Nordea AM voltou a trazer um pouco do espírito nórdico para o centro de Lisboa com a edição mais recente do tradicional pequeno-almoço nórdico. Na pessoa do seu diretor de vendas, Cristian Balteo, a entidade gestora apresentou o seu outlook económico do momento, naturalmente influenciado pelos progressos na pandemia do novo coronavírus, e aproveitou também para revisitar um produto bem conhecido do meio europeu, o Nordea 1 - Stable Return Fund.

O profissional começou por apontar alguns sinais que já antecipavam uma mudança no meio económico, muito antes da atual pandemia atingir esse estatuto. Em particular, Cristian Balteo salientou “o registo de uma clara tendência decrescente nos PMI” da manufatura americana, que alimentam a possibilidade de um panorama económico mais desfavorável. Tal conjuntura de crescimento comprometido parece agora quase inevitável, fruto das consequências socioeconómicas associadas à propagação do novo coronavírus. 

Stable returns em tempos instáveis

Na indústria da gestão de ativos, o advento de cenários imprevisíveis e instáveis nos mercados financeiros, como o aquele que testemunhamos atualmente, pode ser visto como um pau de dois bicos. Por um lado, é a oportunidade ideal para reforçar posições em carteira a preços mais atraentes; mas por outro, é também o momento mais desafiante no que toca à manutenção de clientes.

Contudo, o produto revisitado pela gestora na apresentação acaba por ser um trunfo na manga da Nordea AM, exatamente pelo desempenho que confere em tempos de incerteza. Ostentando o Selo FundsPeople 2020 pela dupla classificação AB - favorito dos analistas e supervendas (blockbuster), o Nordea 1 - Stable Return Funds assume-se como uma estratégia mais conservadora do que agressiva, focando-se no trade-off entre conter volatilidade e oferecer retornos mais modestos.

Nas palavras do diretor de vendas, “o fundo não é construído com base em perspetivas dos ciclos de mercado” e exclui por completo o market timing da sua estratégia. “Somos mais eficazes na construção de carteiras que são estruturalmente equilibradas entre os riscos das estratégias que se dão melhor em tempos de recessão, e das que têm melhor desempenho em momentos de crescimento económico. Se conseguirmos escolher as melhores opções entre as duas famílias, então seremos capazes de oferecer retornos positivos”.

O próprio nome do produto não deixa margem de dúvida quanto à proposta de valor: a estabilidade é a regra de ouro, tanto nos retornos, como no risco. “Geralmente, quando o preço das ações sobe, o fundo sobe menos. Tendencialmente captamos cerca de 25% a 40% dos movimentos positivos do mercado. Porém, e mais importante para nós, quando verificamos ambientes recessivos, conseguirmos gerir as perdas de forma substancial. Tudo gira em torno da preservação de capital: tentamos proteger a máximo o investidor quando as ações descem, e tentamos capturar algum crescimento quando estas sobem”, expõe Cristian Balteo.

Os frutos da estratégia têm sido evidentes para o profissional, mas a verdadeira prova de fogo começa agora, com a queda iminente dos mercados. Contudo, a casa nórdica mostra-se confiante, e Cristian Balteo explica porquê. “É expectável que o fundo desvalorize menos do que os seus pares em circunstâncias como estas. A estratégia não é imune ao que acontece, mas tem funcionado muito bem. Até à data, o mercado (MSCI World Hedged Euro) caiu cerca de -27%, mas no mesmo período o fundo desvalorizou somente -6,43%, captando cerca de 23% do dowside, o que está em linha com o que se pode esperar”, sentencia.

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