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"Uma solução de investimento com características únicas" que "aporta vantagens significativas ao nível das economias de escala"


Como é feito o processo de selecção dos fundos que compõem a carteira do fundo?
Sendo um fundo que investe em fundos de investimento de cada classe de risco, a selecção é realizada de acordo com critérios definidos pelo Barclays. Esta selecção é realizada através da monitorização das entidades e gestores que melhor retorno poderão proporcionar de acordo com a estratégia de gestão definida para os fundos em determinado momento. Actualmente com exposição maioritária ao universo Barclays Global Access Funds, fundos em que o Wealth & Investment Management atribui mandatos, por classe de activos e área geográfica, aos gestores que entende serem os mais consistentes e com melhor processo de investimento. Nestes fundos, são seleccionados os melhores gestores para cada classe de risco de acordo com diversas variáveis e estratégias de gestão, através da aplicação da capacidade e experiência que o Wealth and Investment Management tem em seleccionar e monitorizar a performance dos mesmos, possibilitando assim o acesso às melhores praticas de gestão e retorno, nas diversas classes de risco e para as diversas zonas geográficas. Consequentemente, essa experiência e capacidade de selecção é “adquirida” através da selecção do fundo a incluir na alocação táctica a aplicar no Fundo de Fundos.

Qual o universo de fundos que trabalham?
Trabalhamos em exclusivo com fundos que cumpram as normas das directivas UCITS. O universo é depois restringido pela nossa equipa de selecção de gestores sedeada em Londres que, para cada classe de activos e/ou zona geográfica, elege o nosso “Buy List” de gestores.

Que sistemas de controlo de riscos utilizam?
Dado tratarem-se de fundos de fundos, o maior risco em que estas soluções de investimento incorrem é o risco gestor. Para mitigar este risco, dispomos de uma equipa de selecção de gestores, composta por profissionais com mais de 12 anos de experiência na gestão de activos, que efectua uma monitorização permanente das carteiras dos fundos de investimento e está em contacto directo com os gestores externos, de forma a assegurar a consistência dos processos de investimento. Introduzimos alterações de mandatos de gestão sempre que ocorram alterações estruturais ou períodos prolongados de retornos abaixo dos índices de referência, que não sejam adequados com o nível de risco relativo esperado. Esta equipa mantém actualizada uma lista de potenciais gestores externos a que recorre sempre que necessita de substituir um gestor existente.

Existe cobertura cambial ou apenas trabalham com classes denominadas em euros?
Podemos Investir em classes denominadas em moeda estrangeira, optando por fazer cobertura cambial ou não, de acordo com a visão estratégica de Grupo. Actualmente efectuamos cobertura cambial sobre a quase totalidade dos activos denominados em dólares americanos em que os fundos investem.

Existe algum peso máximo exigido pela entidade reguladora para este tipo de produtos por sociedade gestora ou volume de activos sob gestão?
Algumas das principais regras estipuladas para os fundos de fundos são as de que não podem investir mais de 20% do seu valor líquido global em unidades de participação de um único fundo de investimento; não podem ser adquiridos para o fundo mais de 25% de unidades de participação emitidas por um mesmo fundo; e o conjunto dos fundos geridos por uma entidade gestora, não pode ultrapassar mais de 60% das unidades de participação de um mesmo fundo. Desta forma é garantido o objectivo principal desta classe de produtos: a diversificação de investimentos.

Como avaliam a aposta feita nos fundos de fundos?
O investimento através de fundos de investimento, em detrimento do investimento directo aporta vantagens significativas ao nível das economias de escala. Permitem o acesso aos melhores gestores mundiais em cada classe de activos / zona geográfica em condições competitivas do ponto de vista de custo. O universo de gestores a quem concedemos mandatos inclui desde os “pesos pesados” da gestão de activos até boutiques especializadas em nichos de mercado. Com a combinação certa de gestores, maximizam-se as vantagens da diversificação, com o objectivo de obter retornos mais consistentes e com menor volatilidade. Desta forma conseguimos eficiência de custos, redução de risco face aos fundos de gestor único e harmonização de resultados.

Consideram que por ser um produto com diferentes perfis é mais bem recebido (vendido) pela rede e/ou outros canais de distribuição?
Consideramos que se trata de uma solução de investimento com características únicas: permite o acesso a activos geograficamente diversificados, tirando partido da visão estratégica do grupo Barclays em termos de alocação táctica e aceder a gestores internacionais, muitos deles não acessíveis a investidores particulares. Devido às suas características diferenciadoras, é um activo que deve ocupar posição central no património financeiro global dos clientes.


Como prevêem que evolua este tipo de produto? Quais as rendibilidades esperadas para os próximos  doze meses?
A doze meses perspectiva-se uma melhoria das condições actuais de mercado, no entanto muito vai depender da rapidez e eficácia de intervenção e aplicação de medidas de austeridade nos países periféricos Europeus e da capacidade de estimulo económico e sustentação do crescimento para blocos económicos como os EUA e China. Assim, a volatilidade e incerteza poderá manter-se no curto prazo e condicionar a rentabilidade a 12 meses, pelo que os fundos de fundos do Barclays vão continuar a realizar a sua estratégia de gestão de forma a retirar a melhor rentabilidade no período em questão.

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