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"Uma análise quantitativa positiva é condição determinante para a escolha de um fundo"


Para João Folque, director de mercados financeiros no Banco Português de Gestão, os acontecimentos de 2008 alteraram o processo de selecção dos fundos que passou a dar muito mais importância à questão da liquidez.

 

1. Que peso tem, no seu processo de selecção de fundos, a análise quantitativa face à análise qualitativa?

Ambas têm um peso semelhante, embora deva referir que uma análise quantitativa positiva é condição determinante para a escolha de um fundo.

A pesquisa efectuada procura a selecção de fundos com rentabilidades históricas positivas, com baixa volatilidade e que de forma sustentada consigam bater os respectivos 'benchmarks'.

Devo ainda referir que a reputação da gestora do fundo, é também um factor muito importante no momento da decisão.

2. Uma vez escolhido o fundo, como faz a revisão dessa selecção, de forma pontual ou através de um processo regular e definido? Quais os critérios mais ponderados para deixar de recomendar um fundo?

A revisão é efectuada do forma permanente através da comparação da performance do fundo com a dos respectivos benchmarks. Neste caso, utilizamos não apenas o benchmark da gestora, mas também um benchmark internamente definido.

Os critérios mais ponderados para “deixar” cair um fundo são a quebra de rentabilidade e/ou o aumento de volatilidade. Outros critérios são também importantes, tais como a convicção sobre um pior desempenho do mercado ou sector a que está associado o fundo.

3. Em 2008, muitos fundos tiveram problemas de liquidez, tendo sido mesmo encerrados. Perante essa experiência, alterou o seu processo de selecção ou passou a dar mais importância ao factor liquidez?

Alterei radicalmente o processo de selecção. O factor liquidez passou a ter uma maior importância. Existe agora uma maior procura por fundos que ofereçam liquidez diária.

A par da liquidez, os montantes sob gestão do fundo e a reputação / dimensão da gestora, passaram também a ser factores considerados como relevantes.

4. Até que ponto um bom ou mau serviço de uma gestora afecta a selecção de fundos da mesma? 

O serviço da gestora é importante para a escolha dos fundos. Obviamente preferimos trabalhar com gestoras que estejam presentes, que nos acompanhem no pós venda do fundo, que nos permitam o acesso aos gestores do fundo para esclarecimentos sobre o mesmo.

A “marca” da gestora também é evidentemente importante. Aqui preferimos as de melhor reputação e que pela sua dimensão nos ofereçam a garantia de uma gestão e serviço de qualidade.

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