Um robot advisor muito humano


As soluções de robot advising surgem cada vez mais como uma alternativa de baixo custo para os investidores cujo património não lhes permite o acesso a uma gestão profissional dos seus investimentos. Contudo, a automatização total das operações e alocação de ativos é também uma das maiores fraquezas destas soluções. Em Portugal, a DWS e o Banco Best uniram-se num projeto que junta o melhor de dois mundos, numa solução de gestão discricionária que automatiza o que é automatizável, e mantém a relevância do fator humano onde este acrescenta valor. “Nós enquanto distribuidor estávamos à procura de encontrar uma solução dentro do que é, genericamente, chamado robot advising. Esta solução da DWS pareceu-nos muito interessante pela combinação de uma multiplicidade de serviços operacionais e de gestão dos investimentos numa única plataforma. É uma solução completamente digital o que, casa muito bem com a abordagem do Banco Best, um Banco Electrónico de Serviço Total”, expõe Rui Castro Pacheco, diretor adjunto na direção de investimentos do banco.

Os clientes do Banco Best têm assim o acesso a uma solução de investimento de elevado valor acrescentado. O cliente assina com a DWS, através do próprio website site desta entidade e em interação com o smartphone, um contrato de gestão discricionária de forma totalmente digital. No mesmo processo, o cliente abre uma conta em seu nome com a DWS Luxemburgo, o que lhe confere “todo o conjunto de proteções que a legislação do Luxemburgo proporciona, na medida de salvaguarda dos ativos financeiros”, esclarece Rui Castro Pacheco. Transparência e informação são também bandeiras do projeto. No website do Banco Best, o cliente poderá consultar o detalhe das suas carteiras e estatísticas da alocação de ativos, bem como gerir o plano de entregas, resgates e subscrições. Tudo isto numa ferramenta que se suporta numa abordagem de arquitetura aberta e aloca os investimentos à classe de fundos mais barata possível e ao veículo mais eficiente para cada classe de ativos, seja esta da DWS ou outras entidades gestoras, de gestão ativa ou passiva, satisfazendo assim o critério de independência exigido pela DMIF II.

Mais solução, menos produtos

Rui_Castro_Pacheco_Mariano_Arenillas_DWS_Best_2Para Mariano Arenillas, responsável da DWS na Península Ibérica, “este acordo é um exemplo claro da evolução do mercado de gestão de investimentos. Não estamos a falar de um produto, mas sim de uma solução e é isso que vemos no mercado. Uma evolução no sentido do valor acrescentado através de soluções de investimento e menos de produtos. É também uma solução completamente digital num mundo em que as pessoas querem cada vez mais interagir com o seu banco dessa forma”. E é na gestão e alocação dos investimento que o robot advisor ganha contornos mais humanos. “Estamos a falar de uma solução ‘tailor made’. Não é uma ferramenta onde o cliente tem a sensação de ser apenas mais um numa grande amálgama de ativos financeiros, mas sim uma solução que em função da idade, perfil de risco, horizonte temporal, fiscalidade e objetivos do cliente, aloca o seu capital entre 19 carteiras distintas. Todos os procedimentos operacionais são digitais, mas a alocação de ativos bebe do nosso ‘CIO view’. São profissionais da DWS que realizam a alocação e a adaptam com base na visão da casa relativamente ao comportamento dos mercados e fase do ciclo. Não há nada de algorítmico na alocação de ativos”, acrescenta Mariano Arenillas. O cliente poderá definir, dentro da plataforma, diferentes carteiras de investimento para diferentes objetivos de vida. Seja a pensar na reforma, para comprar um carro em alguns anos ou pagar a educação do filho que acabou de nascer, a DWS define um perfil de risco e gere os portefólios de forma a satisfazer cada um dos objetivos.

Democratização da gestão profissional de investimentos

“Hoje em dia, para que um cliente tenha acesso a um serviço de gestão discricionária de carteiras terá que ter um património significativo. Nesta solução, basta que o cliente tenha 400 euros ou defina um plano de contribuições de 50 euros por mês. É, definitivamente, muito diferente da oferta de serviços que encontramos no mercado”, comenta Rui Castro Pacheco. A comissão paga pelo cliente, por este serviço de gestão diversificada, personalizada e independente é de 1,2%. “É uma solução muito transparente, sem retrocessões nem custos escondidos, em que o cliente tem acesso a toda a estrutura de gestão e alocação de ativos de uma das maiores entidades mundiais – a DWS”, expõe o diretor adjunto do Banco Best. “É mais um passo na democratização da gestão profissional de investimentos”, acrescenta Mariano Arenillas em jeito de conclusão.

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