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Um mão cheia de anos nos fundos PPA


No final do mês passado, o mercado nacional era composto por 181 fundos de investimento mobiliário que totalizavam mais de 10.795 milhões de euros. Desse valor, pouco mais de 6 milhões de euros estão alocados em Fundos Poupança Ações. Segundo a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP –, esses fundos são aqueles que “financiam Planos Poupança em Acções (PPA) de acordo com o Decreto-Lei n.º 204/95, de 5 de Agosto”, ou seja, que apenas podem investir em “acções e títulos de participação cotados em bolsa de valores nacional”; em “unidades de participação de fundos de investimento mobiliário cujo património seja constituído por um mínimo de 50% de acções cotadas na bolsa de valores nacional”; e ainda em “numerário, depósitos em instituições de crédito e aplicações no mercado monetário interbancário”.

Nessas condições, a Associação encontra seis produtos: quatro fundos de investimento mobiliário e dois fundos de pensões. Essa meia dúzia de produtos regista uma rendibilidade média de 3,5% anualizada, ao longo dos últimos cinco anos, com a data de 12 de agosto.

Entre os seis produtos, aquele que regista melhor comportamento no período em análise é o BPI PPA. Trata-se de um fundo mobiliário que é gerido pela BPI Gestão de Activos e atinge ganhos anualizados de 4,65%, com a sua volatilidade a situar-se entre os 15% e os 25%. No final de julho o seu património era de 1,2 milhões de euros e na sua ficha mensal, assinada pelo gestor do produto, foi referido que “as melhores contribuições para a performance no mês foram a Navigator, Altri e Nos”. Na carteira do fundo, o sector com maior peso é o do consumo não-cíclico, com cerca de 25%, seguindo-se o sector de matérias primas e ainda investimento em liquidez. A EDP Renováveis, no final de julho, era o maior investimento em carteira.

Acima de 4% de ganhos ainda surge mais um fundo. Trata-se do Santander PPA que é da responsabilidade da Santander Asset Management. Criado há mais de 20 anos, o fundo investe em “acções e títulos de participação, cotadas em bolsa nacional, sendo norteado por critérios de prudência e diversificação de risco”, podendo ainda investir em “ unidades de participação de fundos de investimento mobiliário cujo património seja constituído por um mínimo de 50% de acções cotados em bolsa de valores nacional”, tal como refere o seu prospeto. No final de julho o fundo detinha quase 2 milhões de euros em património, com a NOS a ser a maior cotada em carteira, seguida da CTT.

A fechar o top 3 vem um fundo que faz parte do espólio da GNB Gestão de Ativos. Trata-se do NB Poupança Ações – PPA que é gerido por Hugo Custódio. No período em questão atinge uma valorização anualizada de 3,81% e fechou o mês passado com um património superior a 1,2 milhões de euros. O maior investimento em carteira vai para o BCP, seguido dos CTT e da NOS. No entanto, a última ficha mensal do produto, referente ao final de julho, explica que o que ajudou o fundo no mês passado foi a sua “baixa exposição à Galp, que corrigiu no mês”. Em termos de perspetivas, o gestor aponta para a “atuação do BCE que continua a ser essencial para baixar os custos de financiamento das empresas e da dívida soberana, o que terá implicações positivas nos resultados das empresas” e ainda para a incerteza, no curto prazo, sobre o “formato e timing de saída do Reino Unido” da União Europeia.

Os fundos PPA nos últimos cinco anos

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Fonte: APFIPP a 12 de agosto de 2016

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