Um enfoque todo-o-terreno para rendimento fixo


(TRIBUNA de Mike Riddell, gestor do fundo Allianz Strategic Bond e autor do blog BondIssues.com. Comentário patrocinado pela Allianz Global Investors.)

Um fundo de rendimento fixo deveria comportar-se como tal e não como um fundo de ações. Isto parece óbvio, mas a realidade é que existe uma elevada correlação entre ações e o comportamento de muitos produtos flexíveis de rendimento fixo global. E, honestamente, não me parece que seja isso que os investidores procuram.

Por esse motivo, em junho de 2016 lançámos no Reino Unido uma estratégia flexível de rendimento fixo global com uma dupla missão: oferecer um rendimento superior ao seu valor de referência (Bloomberg Barclays Global Aggregate Index), mantendo uma correlação quase nula com a renda variável global.

Devido ao ambiente de baixas taxa de juro, inclusivamente com a dívida pública de muitos países em juros negativos, os gestores tiveram de procurar outras fontes de rendimento. Muitos fundos de rendimento fixo flexível aumentaram a sua exposição a emissores empresariais, tanto em grau de investimento como high yield. Uma consequência disto foi que a correlação com o comportamento das ações também aumentou. Assim, os clientes deixam de perceber os benefícios que oferece a diversificação dentro das carteiras.

Para superar esta situação, decidimos criar uma estratégia de rendimento fixo global, sem restrições, capaz de identificar as melhores alternativas de investimento em quatro áreas principais: duração/curva de juros, crédito, inflação e divisas. O objetivo é tentar gerar um rendimento maior ao do índice, da forma mais eficiente, o que implica assumir posições com total flexibilidade fora do universo convencional de rendimento fixo quando considerarmos necessário. E fazê-lo sempre com um foco especial no uso dos instrumentos mais líquidos disponíveis. Temos demonstrado que é possível obter um rendimento positivo (desde o seu lançamento, a estratégia conseguiu superar o seu índice de referência em 6% ao ano*), mantendo, ao mesmo tempo, uma correlação de 0,01% face ao índice de ações global MSCI.

Reação perante a crise

Desde o início do ano, parecia-nos já que os títulos corporativos estavam a ser negociados com avaliações excessivas e, por isso, tínhamos relativamente pouca exposição aos mesmos. Quando começámos a ver os possíveis efeitos que a pandemia do COVID-19 poderia ter, decidimos reduzir ao mínimo o peso da rendimento fixo  corporativa nas carteiras. Isto ajudou-nos a superar bem o período de venda massiva do primeiro trimestre.

De facto, até 23 de março, o nosso fundo obteve uma rentabilidade positiva de 7,6% apesar das quedas*. A partir daí, após a intervenção dos bancos centrais e tendo em vista as atrativas avaliações a que estavam a ser negociadas muitas obrigações de boa qualidade, decidimos aumentar a exposição a esse tipo de emissores. Acima de tudo, pudemos investir nas novas emissões de empresas como Disney, Coca-Cola, MasterCard, Nestlé, UPS, P&G ou McDonald's**. Estávamos a ver novos títulos a sair com um desconto entre 30 e 60 pontos base face a outras obrigações que o mesmo emissor negociava já no mercado secundário. Encontrámos pontos de entrada que não se viam desde os mínimos do mercado de rendimento fixo privada em 2009. A chave era ter liquidez suficiente à mão para tirar vantagem disso.

Portanto, a carteira deixou de estar quase toda investida em dívida governamental antes da queda do mercado e passou a ter cerca de 50% de exposição à rendimento fixo privada no final de abril***. A recuperação das últimas semanas validou a nossa decisão. O fundo, no final de abril, registou uma rentabilidade líquida de 19,2% no ano na sua classe institucional coberta em euros*.

E continuamos a acreditar que o aumento da exposição a emissores privados de alta qualidade continua a ser acertada no momento atual. Os pacotes de estímulo e os baixos preços do petróleo devem ajudar a que as economias comecem a recuperar de forma decisiva no segundo semestre do ano.

Presentemente, mantemos uma atitude de cautela, tanto em relação às obrigações de alto rendimento (high yield) como aos emissores de mercados emergentes, com uma forte inclinação para posições mais defensivas e, dentro da rendimento fixo privada, a aposta em títulos de alta qualidade creditícia. Vigiar a liquidez da carteira e uma gestão disciplinada do risco são essenciais num ambiente como o atual.

No total, a estratégia supera já os 1.600 milhões de euros em património, dos quais mais de 130 milhões correspondem ao fundo do Luxemburgo que lançámos em novembro de 2019 e que está à disposição dos investidores da Europa continental.

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Fonte dos gráficos: Allianz Global Investors, com dados para os fundos na categoria de rendimento fixo flexível global, com dados da Morningstar. O desempenho passado não é um indicador fiável de resultados futuros.

Notas:

* O desempenho passado não é um indicador seguro de resultados futuros.

** Esta não é uma recomendação ou incentivo para comprar ou vender qualquer título em particular. Os valores mobiliários mencionados acima não serão necessariamente incluídos na carteira no momento em que este documento for publicado ou posteriormente.

*** Isto serve apenas de orientação, não sendo indicativo de alocações futuras.

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