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Três perspetivas de evolução da banca privada num futuro (muito) próximo


Depois da crise do subprime, há duas ou três conclusões que se podem retirar sobre a forma como se pode (e deve) fazer private banking. Quem o refere é Victor Barosa, head of private banking do Banco Privado Atlântico Europa (na foto à esquerda acompanhado da restante equipa), que na última revista Funds People Portugal (edição número 15) fala precisamente sobre a forma de fazer private banking na instituição.

Sobre as conclusões que se retiram do período acima referido é perentório. Depois de 2008 as regras básicas de gestão de uma carteira de ativos financeiros passaram a estar no centro das preocupações dos clientes sendo evidente “a necessidade permanente da clara eliminação de conflitos de interesse na alocação de carteiras”; é determinante “a necessidade de ajustar as recomendações de investimento ao perfil de risco de cada cliente” e, por fim, tornou-se imprescindível a existência de “informação permanente e clara sobre a evolução das rendibilidades da carteira, e sobre o nível de pricing executado”.  

Neste contexto, traça pelo menos três cenários que vê como evidentes na evolução do negócio de banca privada num futuro próximo:

1 – Convivência de dois modelos

Por força da MiFID II o modelo de negócio deverá assentar numa lógica de arquitetura aberta, independente, com um pricing claro e transparente”, conta Victor Barosa. Assim, especifica que esta preocupação conduzirá à convivência de dois modelos: “o advisory de gestão de carteiras com regras definidas à priori e a gestão discricionária no modelo “tradicional” e através de instrumentos como por exemplo o unit-linked”.

2- Lógica de médio e longo prazo

Outra das perspetivas que o responsável de banca privada traça prende-se com aquela que é também uma preocupação dos próprios clientes. Acredita que “a preocupação com a otimização fiscal tendo como efeito positivo a seleção de instrumentos financeiros com uma lógica de alocação de carteiras e de poupança em que o investimento é efetuado a médio/longo prazo”.

3 – Ascensão dos canais digitais

Sendo evidente a existência de uma geração que “quer ter acesso aos canais digitais”, fala de uma tendência que se concretizará no “aumento do advisory através desses canais”. Acredita que “algumas das gerações atuais com património “private” estão na disposição de poder fazer através dos canais digitais a sua selecção de activos e o seu modelo preferencial de advisory financeiro”.

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