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Três exemplos de eficiência de recursos pela mão da Nordea AM


Com um espírito de Midsummer celebration, trazido diretamente da Suécia, a Nordea veio a Lisboa dar as boas vindas ao verão em estilo nórdico, mas com uma mensagem muito específica: reforçar a conscientização sobre as mudança climáticas e explicar qual é, por esta altura, a forma da entidade apoiar e participar na transição para um meio ambiente mais sustentável.

Cristian Balteo, sales director na Nordea AM, foi o anfitrião desse final de tarde, e apelando à consciencialização por parte de todos começou o seu discurso de forma direta: “Os menos adaptados serão os que mais vão sofrer no futuro”, apelou. O rol de casos práticos, em que todos podemos fazer a diferença, foi a invocação seguinte. “Se cortarmos no nosso duche todos os dias dois minutos iremos reduzir as emissões de CO2 numa tonelada. Se apanharmos menos um avião por ano, estaremos a reduzir as emissões de CO2 em 19 toneladas. Se formos para o nosso trabalho de transportes em vez de carro reduziríamos as emissões em 27 toneladas de C02”, enumerou.

Embora a importância do atrás descrito não deva ser descurada, Cristian Balteo apresentou uma forma em que a eficiência é ainda mais exponenciada: “É 27 vezes mais eficiente investir em soluções de investimento sustentáveis do que fazer tudo aquilo combinado que referi atrás”, especificou.

Tornar a vivência em sociedade mais eficiente é portanto o mote que guia atualmente a gestora nórdica no caminho, já antigo, que faz na incursão da sustentabilidade. Nesse sentido, o sales da entidade realçou os tipos de empresas em que se focam no mundo ESG. “Uma característica diferente na Nordea que nos distingue de outros peers tem que ver com o facto de muitas pessoas quando pensam em clima e ambiente associarem o conceito a energias alternativas, como a energia solar e as energias renováveis em geral. Claro que em parte essa associação faz sentido, mas a verdade é que nos nossos portefólios essa área tem um papel muito marginal”, esclareceu. No caso da Nordea, mais de 60% dos portefólios da entidade estão estruturados sob a eficiência de recursos. “É uma parte importante porque tende a refletir custos mais baixos na forma como vivemos”, sentenciou.

Três exemplos de eficiência de recursos

O sector da proteção ambiental, por seu lado, é outro dos sectores onde a gestora tem encontrado cada vez mais ideias interessantes, que acabam por representar 20% do investimento. “Investir neste sector trata-se basicamente de reduzir as externalidades que as empresas têm”, conta, apontando  o exemplo específico da Tomra Systems. “É uma empresa que faz as máquinas que estão junto aos supermercados, por exemplo na Alemanha, nas quais as pessoas podem colocar as suas garrafas vazias e recebem dinheiro em troca”, explica.

Outro exemplo é o da Hexcel Composites, uma empresa que produz bandas de fibra de carbono. “Trata-se de uma empresa que embora fabrique componentes de aviões num processo altamente produtor de CO2, acaba por permitir a redução da produção dessas emissões no processo. Ou seja, acabam por conseguir reduzir em cerca de 25% a quantidade de CO2 que um avião produziria durante o seu ciclo de vida”, referiu.

Por fim, um último exemplo. O da empresa Infineon que fabrica semicondutores para carros. “Num contexto em que a combustão deixa de ser um método popular no mundo automóvel, e em que a popularidade dos carros elétricos está a aumentar, o uso deste tipo de tecnologia na construção de carros cresceu três vezes. Em cada carro novo que sai, há três vezes mais a aplicação destes semicondutores, comparativamente com o passado”, conclui o sales da entidade.

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