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Torne a sua carteira de obrigações mais socialmente responsável


(Tribuna de André Themudo, membro da equipa de vendas da BlackRock Ibéria. Comentário patrocinado pela BlackRock)

Pode uma estratégia de investimento em obrigações trazer retornos financeiros e contribuir para o bem comum?

O investimento sustentável tem ganho terreno junto dos investidores ao longo dos últimos anos. Dado o crescente número de produtos disponíveis, e a existência de dados e estudos académicos a sugerir que os investidores podem não ter de sacrificar os retornos, pode dizer-se que investir de forma responsável já não é apenas um exercício “para se sentir bem”, e que se tornou uma prática mais comum.

Para aqueles investidores que querem alinhar os seus investimentos com os valores ESG (ambientais, sociais e governativos), já existe uma grande quantidade de estratégias ativas e passivas à sua disposição no mercado. A 31 de março de 2017, registavam-se mais de 200 mil milhões de dólares investidos em fundos de ações e fundos cotados em bolsa (ETFs) de ações que são classificados como socialmente conscientes ou sustentáveis (fonte: Morningstar). Contudo, apesar deste forte crescimento registado nos últimos anos e da grande procura por este tipo de produtos, os investidores em renda fixa não têm muitas estratégias investimento sustentável por onde escolher. Isto deve-se, em parte, ao facto de a maioria das investigações e análises realizadas nesta área estarem centradas no segmento de ações. Apesar de as obrigações não concederem direitos de voto, os valores ambientais, sociais e governativos (ESG) podem ser aplicados à construção de índices de obrigações, da mesma forma que são aplicados aos índices de ações.

Na nossa opinião, os investidores incorporam fundamentos de sustentabilidade nas suas carteiras por três principais razões:

  1. Para estar em linha com valores éticos ou políticas
  2. Para integrar os valores ESG de forma a aumentar potencialmente os retornos
  3. Para atingir objetivos específicos tais como energia limpa ou igualdade de género

Alguns investidores centram-se apenas num destes objetivos, enquanto outros têm uma abordagem combinada.

Em suma, para investir de forma sustentável é necessário ter uma visão a longo-prazo, e isso é algo que deve ser interiorizado pelo investidor. Quando se observa uma tendo em consideração os valores ESG, está-se essencialmente a avaliar o potencial impacto das suas práticas no bem-estar a longo-prazo do mundo através dos espetros ambientais, sociais e governativos.

Ambiental

Tem a empresa em conta qual o impacto ambiental e financeiro no que diz respeito às alterações climáticas, poluição e resíduos? Como são geridos estes fatores chave?

Social

Tem a empresa uma tratamento justo com os seus colaboradores e tem um impacto positivo na comunidade? Qual é o impacto da organização no capital humano, na responsabilidade pelos produtos, nas oposições entre stakeholders e outras oportunidades sociais?

Governativo

Quão bem é que a empresa é gerida? Tem incentivos apropriados e processos adequados? O governo corporatioa, tal como a estrutura administrativa, a propriedade e a contabilidade, promove boas práticas corporativas?

Estes valores ESG podem potencialmente traduzir-se num melhor desempenho financeiro a longo-prazo, dado que ajudam a identificar riscos e oportunidades que não são bem captadas através da análise financeira tradicional a que estamos habituados. Por exemplo, os emissores que estão menos expostos a riscos derivados de questões ambientais (E), ou que têm mais capacidade para atrair e manter trabalhadores competentes (S), ou que têm um governo corporativo mais forte (G), podem potencialmente ultrapassar o desempenho os seus pares na sua respetiva indústria, a longo-prazo. Esta visão de futuro alinha-se perfeitamente com as nossas ideias acerca da importância da visão a longo-prazo no mundo do investimento.

Índices e ratings ESG

Com a procura por investimento sustentável a crescer significativamente, os dados de ESG – também denominados dados não financeiros – tornaram-se num negócio muito importante dentro da indústria. A MSCI, um provedor líder de índices e investigação, classifica as empresas numa escala de “AAA” a “CCC”, de acordo com a sua exposição aos fatores ESG, sendo “CCC” a classificação mais baixa. Estas avaliações baseiam-se em dados sólidos gerados por mais de 150 analistas e são continuamente submetidas a um comité de revisão.

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Estas classificações também podem ser aplicadas a emissores de obrigações de forma a desenvolver um índice que inclua emissores com ratings ESG mais favoráveis. Por exemplo, o índice Bloomberg Barclays MSCI US Corporate ESG Focus contém obrigações de emissores corporativos com classificações ESG mais elevadas relativamente ao resto do mercado de obrigações corporativas. Tal como se pode ver no diagrama em baixo, quase dois terços das obrigações no índice têm emissores com ratings MSCI ESG na categoria de líder (AAA ou AA). Esta abordagem leva à construção de um índice de obrigações que se assemelha ao seu índice de origem pelo seu potencial de rendimentos e perspetivas de duração, mas que resulta num incentivo dos valores ESG.

Bloomberg Barclays MSCI US Corporate ESG Focus Index

Solução:

Na BlackRock, destacamos o fundo ETF iShares € Corp Bond SRI 0-3yr UCITS ETF, que oferece uma exposição diversificada a obrigações corporativas com vencimento de 0-3 anos.

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