Tendência de subscrição de fundos mais arriscados confirmada em Março


No ‘top ten’ dos fundos estrangeiros mais vendidos no Activo Bank, Banco Best e Banco BiG confirma-se “o movimento de aumento de risco das carteiras verificado em Fevereiro e que resistiu aos recentes acontecimentos cripriota e às incertezas que voltaram a pairar sobre a estabilidade da Zona Euro”, comenta Isabel Soares do Banco BiG. Rui Castro Pacheco do Banco Best corrobora com, referindo que “neste último mês do trimestre, continuámos a assistir à tendência de rotação da carteira de investimentos para níveis de risco superior e procura de fundos com distribuição de rendimentos periódicos”.

Nas três plataformas distribuidoras de fundos estrangeiros destacam-se as iniciativas de literacia financeira e aconselhamento de carteiras de fundos que estão a ser desenvolvidas como o “Dia da Literacia Financeira” que incluiu um ‘workshop’ de “Investimento de A a Z”, no Best, e o ciclo de conferências sobre estratégias de Investimento e a iniciativa Fund Mix do BiG.

Neste sentido, “no mês de Março mais de metade dos fundos mais subscritos no Activo Bank fazem parte da componente ‘core’ (tipicamente 50%) das nossas carteiras e são habitualmente um bom primeiro contacto com o mundo dos investimentos”, explicou a direcção de marketing da entidade que identificou vários fundos geridos pelo UBS Global Asset Management como os mais vendidos.

No Banco Best, “metade dos fundos mais subscritos investem no segmento das obrigações ‘high yield’ na Zona Euro (E.S. Euro Bond), globalmente (AXA WF Global High Yield Bonds) ou nos EUA (com os fundos Allianz US High Yield AM e Pictet-US High Yield-HR). Os outros dois fundos de obrigações representados no ‘top ten’ são geridos pela PIMCO e caracterizam-se pela sua flexibilidade e exposição global que procura rendibilidades superiores aos fundos mais conservadores”, explicou Rui Castro Pacheco.

No Banco BiG, o fundo mais subscrito é, à semelhança do Best, um fundo de obrigações, mas num segmento mais arriscado do que o investimento tradicional feito nesta classe de activos (BNY Mellon Emerging Markets Debt). A completar este ‘top ten’ de fundos mais subscritos no verifica-se que “a captação de alpha e o rebalanceamento e diversificação dos riscos das  carteiras continuam a assumir-se como dois factores fulcrais na decisão dos investidores, o que favorece a procura por estratégias flexíveis” como o BlackRock Global Allocation Fund ou Invesco Balanced Risk Allocation.

A direcção de marketing do Activo Bank acrescenta que “relativamente à restante composição do ‘top’ de subscrições, os fundos Fidelity European High Yield e o BNY Mellon Long-Term Global Equity fazem também parte das nossas carteiras modelo. Na segunda metade da tabela, notamos uma procura dos clientes por risco, registando a sua procura por dólares australianos, Tailândia, o fundo sectorial UBS(Lux) Ef Biotech e por último, acções Reino Unido (que é também uma aposta considerável aos Mercados Emergentes graças à forte componente exportadora do índice)”.

Rui Castro Pacheco salienta, por último, uma opção tomada pelos investidores e que justifica a tese de procura de alternativas aos depósitos. “Adicionalmente, e até independentemente do tipo de activo escolhido pelos investidores, temos assistido à subscrição de mais fundos na versão com distribuição de rendimentos periódicos (sobretudo mensais e trimestrais) ao contrário do que acontecia nSo passado em que eram privilegiadas as versões de acumulação”, diz o responsável pela selecção de fundos do Banco Best.

 

TOP TEN DE FUNDOS ESTRANGEIROS MAIS SUBSCRITOS NOS SUPERMERCADOS

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