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“Temos a missão de valorizar o património, a saúde e o desempenho do mais importante activo do nosso cliente”


A organização dos simpósios de investimento iniciou-se há três anos devido a uma “preocupação em recentrar a actividade da Mercer Portugal, muito conhecida pelo trabalho desenvolvido na área de recursos humanos que se retraiu nos últimos anos, em direcção às áreas de consultoria ao investimento e gestão de activos”, refere Diogo Alarcão, Mercer Portugal Country Head. Além disso, acrescenta que “a consultora se foca hoje na gestão de patrimónios e benefícios, com a missão de valorizar o património, a sáude e o desempenho do mais importante activo do nosso cliente”.

João Duque, professor de finanças e Presidente do ISEG, abriu o simpósio fazendo um enquadramento à realidade portuguesa, à não sustentabilidade do país relativamente à sua dívida externa e ao agravamento da fragilidade da economia, apesar de ter salientado que o facto de se cumprir o programa de ajuda levou a que os mercados olhassem para Portugal como bom aluno e, consequentemente, as agências de ‘rating’ observassem o país como “menos lixo”.

As apresentações seguintes pretenderam mostrar caminhos possíveis dentro dos actuais cenários globais de investimento. Por um lado, Bill Muysken, reponsável global da Mercer por alternativos, falou desta classe de investimento, para a qual apontou três razões principais de alocação: a diversificação, a sensibilidade à inflação e o foco no retorno. O consultor considerou que “este tipo de investimento quando feito através de ‘hedge funds’ requer, como todos, uma gestão de riscos e nesse sentido a diversificação é um factor chave”.

Por outro lado, Amit Popat falou da construção de portefólios diversificados para os quais não basta contemplar diversas classes de activos, mas deve-se observar as diferentes derivadas de cada activo. Numa sessão interactiva foi proposto aos profissionais a construção, em 20 minutos, de uma carteira perante cenários diferentes como a crise do euro, uma situação inflacionária inesperada, sendo dados os factores contributivos para o retorno da carteira. Popat indicou nove factores: o prémio de risco das acções, das empresas de pequena capitalização, dos mercados emergentes, o risco de crédito, a inflação, a duração, a iliquidez, o não crescimento do PIB e, por último, o ‘alpha’. Os resultados mostraram que o retorno perante cenários economicamente debilitados é difícil mas que a diversificação e a construção de portefólios robustos permitem um retorno moderado e uma limitação das perdas. O consultor sublinhou que “a tradicional diversificação por classe de activos falha perante cenários extremos”.

Ben Gunnee falou da importância de considerar o risco operacional na gestão e custódia dos activos financeiros. No contexto actual, uma análise efectiva das várias questões relacionadas, nomeadamente com controlo, compliance, reporte e IT revelam-se determinantes para a redução de riscos.

Nuno Silva, consultor sénior da área de investimentos da Mercer Portugal e Rui Guerra, responsável e coordenador desta área, apresentaram as quatro palavras-chave de conclusão: incerteza, oportunidade, operações - importância da parte técnica e a diversificação na perspectiva do risco e das fontes alternativas de rendimento.

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