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Nova emissão de dívida do Estado Português a taxas ainda mais baixas


Mais uma quarta-feira de ida aos mercados por parte do Estado Português, num leilão de Bilhetes do Tesouro com maturidades a três e a 11 meses, onde se pretendia arrecadar entre 1.250 milhões de euros e 1.500 milhões de euros.

O montante mínimo foi alcançado, tendo sido colocados 300 milhões de euros no prazo mais curto, a uma taxa de juro negativa de 0,389%. A procura, por sua vez, superou 4,55 vezes a oferta. Do lado do prazo mais longo (a 11 meses) o montante colocado foi de 950 milhões de euros, a uma taxa também negativa de 0,325%, em que a procura superou em 1,75 vezes a oferta.

Para Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, o leilão de hoje marcou mais um record por parte da dívida da República Portuguesa, uma vez que a “taxa de emissão na dívida a 3 meses foi a mais baixa de sempre, para esta maturidade”, destaca. No mesmo sentido ficou a dívida a 11 meses, que, na opinião do profissional, beneficiou “dos últimos acontecimentos da economia portuguesa e da melhoria do ciclo económico, incluindo a melhoria no rating”. Por outro lado, Filipe Silva considera que este cenário não é surpreendente, pois as taxas no mercado desceram desde as emissões comparáveis realizadas em julho.

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