Taxas descem em mais um leilão de dívida nacional


Portugal foi novamente aos mercados esta quarta-feira, com uma emissão dupla de bilhetes de tesouro, em que, no total, colocou 1750 milhões de euros em dívida de curto prazo. 750 milhões de euros foram colocados em bilhetes do tesouro a 6 meses, e 1.000 milhões de euros a 12 meses. No caso da primeira emissão a procura foi de 2,69 vezes a oferta, enquanto que na segunda foi de 3,02 vezes a oferta.

Filipe Silva, diretor de investimentos do Banco Carregosa, recorda que “face ao último leilão comparável, as taxas desceram, nos 6 meses, dos -0,089% para os -0,411% e nos 12 meses, dos -0,101% para os -0,351%”. Neste contexto, o profissional assinala que “os países da periferia e em particular Portugal, têm vindo a beneficiar dos planos de compra de ativos, bem como do alívio das condições dos mesmos por parte do Banco Central Europeu”.

Esta semana, acrescenta Filipe Silva, “prevê-se ainda, que haja uma versão final do acordo proposto entre a França e Alemanha, de um pacote de 500 mil milhões de euros para ajudar os países mais afetados, a recuperar da pandemia causada pelo Covid-19”. “Além das ajudas financeiras, Portugal tem sido bem visto internacionalmente pela forma como tem lidado com o vírus, e são estes fatores combinados que têm permitido dar mais confiança aos investidores e como consequência uma redução do prémio de risco de Portugal”, conclui o diretor de investimentos.

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