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Tanguy van de Werve (EFAMA): "O aumento de investimento em fundos transfronteiriços na Europa ao longo da última década é um desenvolvimento bem-vindo"


A EFAMA publicou pela primeira vez o relatório “Ownership of Investment Funds in Europe”, onde se propõe identificar a distribuição dos ativos financeiros entre os investidores Europeus e como essa distribuição evoluiu ao longo dos últimos anos, quem são os maiores detentores de fundos de investimento na Europa e a que nível os investidores europeus detêm fundos de investimento ‘cross-border’.

E as conclusões do relatório são diversas. Primeiro, as famílias são o sector investidor que detém mais ativos financeiros na Europa, num total de 29,1 biliões de euros no final de 2017. Destes ativos financeiros, 36% estão em contas bancárias, 46% em produtos de seguros ou pensões e o restante – 18% - em ações cotadas, obrigações e fundos de investimento.

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Já no que se refere aos fundos de investimento, o relatório conclui que as seguradoras e os fundos de pensões são os maiores detentores de fundos de investimento, com uma parcela combinada de 41% em 2017, o que compara com 32% no final de 2008.

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Impacto de MiFID, UCITS e AIFM

No final de 2017, 32% dos fundos detidos por investidores europeus eram fundos domiciliados em outros países europeus que não o seu – cross-border. Isto compara com os 25% de fundos cross-border no final de 2008. “Este crescimento pode ser parcialmente atribuído a iniciativas como os quadros regulatórios MiFID, UCITS e AIFM, que providenciaram um conjunto de regras melhor definidas para a distribuição transfronteiriça de fundos de investimento. Estas conclusões mostram a penetração dos fundos de investimento na alocação de ativos de investidores europeus. "Isto é particularmente relevante no contexto dos esforços da Comissão Europeia para fortalecer a capacidade dos mercados de capitais europeus e estimular o investimento de retalho sob a alçada do seu projeto de Capital Markets Union (CMU)”, comenta no relatório Tanguy van de Werve, diretor geral da EFAMA.

Para o profissional da EFAMA, as expressivas posições em depósitos bancários das famílias europeias e a participação limitada nos instrumentos do mercado de capitais enfatizam a necessidade da CMU, cujo objetivo principal é oferecer aos aforradores mais e melhores oportunidades de “colocar o seu dinheiro a trabalhar”. “A EFAMA tem sido um dos primeiros defensores da CMU e pede à Comissão Europeia que mantenha o ritmo em 2019 e mais além. Assegurar o lançamento bem sucedido do Produto de Pensões Pessoais Pan-Europeu (PEPP) é particularmente importante nesse contexto. O aumento da propriedade de fundos transfronteiriços na Europa ao longo da última década é um desenvolvimento bem-vindo. Esperamos que esta tendência continue no futuro, impulsionada pelo acesso tecnológico, um maior grupo de fornecedores de fundos estrangeiros, bem como a proposta da Comissão Europeia de março de 2018 sobre a remoção de barreiras à distribuição de fundos transfronteiriços. Este último deve contribuir para uma maior utilização dos passaportes, abrindo assim ainda mais o potencial de uma CMU que funcione bem”, acrescenta Tanguy van de Werve.

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