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Sobe valor sob gestão dos fundos estrangeiros distribuídos em Portugal


O montante global sob gestão dos organismos de investimento colectivo em valores mobiliários (OICVM) distribuídos em Portugal subiu no primeiro trimestre na ordem de 20% e atingiu o valor mais elevado em dois anos, de acordo com a estatística trimestral da gestão de activos divulgada pela CMVM.

No final do mês de Março, o valor sob gestão totalizava 831,5 milhões de euros, o que representa um crescimento de 19% face ao quarto trimestre de 2012 e de 24,7% relativamente aos primeiros três meses do ano passado. Existiam 69 OICVM estrangeiros comercializados em Portugal, por 11 entidades.

O montante verificado no final do primeiro trimestre deste ano é mais elevado em dois anos, ou seja, desde Março de 2011, quando o valor global sob gestão dos fundos estrangeiros foi de 863,5 milhões de euros (78 OICVM comercializados, por 10 entidades).

Rui Castro Pacheco, subdirector de investimentos do Banco Best, refere que têm tido ‘inflows’ positivos nos fundos de investimento desde Janeiro de 2012, o que, contando já com Maio, são 17 meses consecutivos de crescimento. Analisando trimestre a trimestre, “confirma-se efectivamente um momento muito positivo para os fundos estrangeiros. No primeiro trimestre deste ano tivemos um dos maiores crescimentos de sempre em montante e, olhando já para Abril e Maio, os dados são ainda mais animadores”, salienta.

Entidades que comercializam fundos estrangeiros, nas três com maior quota de mercado, o valor aumentou tanto em termos trimestrais como homólogos. No Best, que lidera, o montante situou-se em 302, 2 milhões de euros em Março, o que compara com 262,9 milhões em Dezembro e 210,1 milhões no final do primeiro trimestre de 2012. No Barclays Bank, o valor era de 102,3 milhões, acima dos 78 milhões três meses antes e dos 74,9 milhões em Março do ano passado. O BCP tinha no final do primeiro trimestre  um valor de 97,2 milhões de euros, acima dos 86,4 milhões em Dezembro e dos 88 milhões no final de Março de 2012.

O subdirector de investimentos refere à Funds People Portugal que, este ano, com a melhoria dos ‘spreads’ de crédito na periferia, tem-se verificado uma baixa generalizada nas taxas de juro e na remuneração de investimentos alternativos aos fundos, como depósitos a prazo e obrigações. Condições que levam os investidores a procurar outras soluções com rendimento atractivo e baixo risco, “mais difícieis de implementar por investidores individuais”, encontrando nos fundos de investimento uma “excelente alternativa”.

Olhando para o tipo de procura têm assistido “a uma nova tendência no mercado”. Os investidores que estão habituados a obter rendimentos periódicos – através de cupão de obrigações ou de depósitos a prazo -, “parecem estar a descobrir fundos com características semelhantes, em que a gestora efectua distribuição de rendimentos mensais ou trimestrais”, destaca Rui Castro Pacheco.

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