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‘Sky(hyper)Activ!’…


Desengane-se se pensa que o CX-5 se trata somente de mais um daqueles SUV's enormes, pesadões e sem qualquer espécie de 'sex appeal' logo que a estrada é menos 'a direito'!

Graças aos 175cv debitados pelo seu diesel bi-turbo de 2.2 litros e com uns respeitosos 420Nm de binário, este Mazda, de lento, não tem mesmo nada! Para este andamento 'despachado', muito contribui a rápida caixa manual de 6 velocidades, de curso curto, cumprindo os primeiros 100km/h em 8.8s e capaz de lograr uma velocidade máxima de 208kmh!

Não são necessários muitos quilómetros para rapidamente percebermos que este japonês não se intimida perante uma condução mais 'animada', nem tão pouco com uma estrada mais sinuosa, como foi o caso do excelente 'display' com que nos brindou na reconhecida estrada da Lagoa Azul!

Não se podem esperar milagres com esta atitude menos convencional e, obviamente, houve lugar a algumas concessões no que toca ao conforto. Suspensão de taragem mais firme do que o habitual neste tipo de veículo e umas vistosas jantes de 19 polegadas, completam o pacote 'dinâmico', sem no entanto obrigar ninguém a saltitar no habitáculo.

O motor destaca-se por uma presença muito discreta, pouco ou nada se fazendo sentir, tratando-se de um bloco extremamente silencioso e de vibrações muito bem filtradas. Méritos da tecnologia 'SkyActiv' com a taxa de compressão mais baixa do mundo para um motor diesel (14:1).

Algo que me impressionou ao longo deste teste foi a facilidade com que este 2.2D faz rotação, passando pelo regime de potência máxima (4.000rpm) com uma seta, registando regimes de 5.000rpm com surpreendente facilidade!

Uma vez sentados ao volante, somos brindados com uma posição que não me satisfaz totalmente. Sigo sentado muito alto, mesmo com o banco todo para baixo e apesar de regular o volante para que fique o mais próximo de mim, sinto-me sempre 'desligado' do carro. Era bom que pudesse ir mais 'dentro' do carro e com o volante um pouco mais junto ao peito. Depois, e apesar de equipar com uns confortáveis bancos em pele, elétricos e aquecidos, estes pecam por ter pouco apoio lateral, o que é quase um contrassenso tendo em conta a postura mais 'dinâmica' deste modelo, convidando a andamentos mais 'vivos'.

Tirando isso, a qualidade de construção está em muito bom nível, garantindo isenção de ruídos mesmo nos esburacados pisos Lisboetas. Só por isso, até sou capaz de perdoar um ou outro plástico duro menos agradável ao tacto e à vista.

Quando cai a noite e acendemos as luzes, somos ainda brindados pelo 'efeito arco-íris', que ilumina o interior com comandos em laranja, outros a azul e com manómetros em branco para completar o ramalhete. Aqui ninguém se poderá queixar de ambiente soturno ou aborrecido!

Cores e luzes à parte, o CX-5 carrega espaço com fartura, quer ao nível do comprimento para as pernas, quer ao nível da largura para os ombros. A bagageira com 500 litros de capacidade não obriga a deixar a 'última' mala para trás e, em casos mais bicudos, podemos desfrutar do inteligente sistema de rebatimento do banco traseiro em 40:20:40, possibilitando a expansão da mala até 1.620 litros!

O equipamento desta versão 'Excellence NAVI' é o mais completo da gama, com navegação, sistemas multimedia com 9 colunas BOSE, câmara traseira de estacionamento, com sensores atrás e à frente.

No que toca à segurança, o 'Smart City Brake Support' encarrega-se de travar o carro de forma automática a velocidades inferiores a 30kmh e o 'Lane Departure Warning System', lembra-nos que temos que fazer sinal quando mudamos de faixa de rodagem.

Equipado ainda com um sistema denominado 'Rear Vehicel Monitoring', eliminamos os riscos com o malfadado 'ângulo morto', graças a testemunhos luminosos nos retrovisores exteriores, funcionando em conjunto com um alerta sonoro.

Quem não reservar o CX-5 para um convívio exclusivo com o alcatrão, fica desde já a saber que esta versão de 175cv equipa com um sistema de tracção integral capaz de distribuir, de forma completamente automática, até um máximo de 50% de binário para o eixo traseiro.

Pena é que a associação de uma lista generosa de equipamento de série com um motor de 2.200cc, acabe por 'condicionar' o preço final, aproximando-se perigosamente da fasquia dos €46.000. Escusado será dizer que neste escalão de preço, as marcas alemãs consolidam a liderança de vendas, sendo o factor 'marca' ponto essencial para muitos clientes deste tipo de veículo.

Pessoalmente, gosto do que é 'diferente'...

Vejam aqui o test-drive "Ao Volante... Mazda CX-5 2.2D 175cv Excellence Navi"