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Setor segurador: PPR crescem 21,4% no ramo vida


A produção de seguro direto do ramo vida manteve, em 2017, a trajetória descendente que se tem vindo registar desde o início de 2015, tendo no final do ano passado apresentado uma diminuição de 4% face ao período homólogo do ano anterior. Esta é uma das conclusões do relatório da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) sobre os riscos do setor segurador e dos fundos de pensões, que refere ainda que essa diminuição foi causada, sobretudo, pela quebra da produção dos seguros não ligados a fundos de investimento, excluindo PPR.

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Fonte: ASF, janeiro 2018

Essa diminuição foi de 29,5%, embora tenha sido parcialmente compensada, de acordo com a entidade, pelo aumento da produção dos seguros ligados, de 35,2%, e, em menor escala, dos PPR não ligados, de 5,4%, tendo a produção dos PPR ligados e não ligados apresentado um incremento de 21,4%. “A envolvente macroeconómica, em especial o ambiente de baixas taxas de juro, com reflexos negativos na atratividade das garantias financeiras oferecidas pelas empresas de seguros, continua a condicionar a evolução da atividade vida”, referem a partir da ASF.

Em 2017, verificou-se ainda uma alteração da estrutura da produção de seguro direto, destacando-se o aumento do peso dos seguros ligados em 10,7 pontos percentuais, para 36,9%, no primeiro semestre. A aposta na oferta de produtos de seguros em que os riscos financeiros são suportados pelos tomadores de seguros podem “contribuir para aliviar as pressões que o ambiente de baixas taxas de juro exerce sobre a gestão de riscos e a solvência dos operadores”, mas “a sustentabilidade desta estratégia tem limitações, dada a preferência que os aforradores mais avessos ao risco manifestam por produtos com garantias de capital ou de rendibilidade mínima”, advertem a partir da entidade.

A taxa média de resgate registou, no primeiro semestre de 2017, uma diminuição de 2,4%, fixando-se nos 5,1%, uma descida que foi mais significativa para o segmento bancassurance, e que pode ser explicada pela evolução do volume de resgates de uma entidade em particular.

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Fonte: ASF, janeiro 2018

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