Sete mudanças que deve fazer na sua carteira se a quiser preparar para o fim do ciclo económico


A economia encontra-se na parte final do ciclo. Esta foi uma das reflexões mais repetidas no International Media Tour 2018 organizado como todos os anos pela J.P. Morgan Asset Management nos seus escritórios de Londres. Embora historicamente os mercados pareçam mostrar uma grande robustez nestas fases, também é uma altura em que os investidores parecem estar mais preocupados pelas possíveis quedas que possam acontecer. As correções sofridas pelas bolsas nos últimos dias foi um sinal de que o alarme disparou. Mas… o que se pode fazer para preparar uma carteira para o fim do ciclo económico? Que estratégias poderão ajudar a aumentar a sua resistência?

Karen Ward, estratega chefe de mercados da J.P. Morgan AM para a EMEA, enumerou as sete mudanças que – a seu ver – os investidores deverão fazer se quiserem preparar as suas carteiras para esta nova fase do ciclo económico. Algumas fazem referência à estratégia que deverão seguir em ações e outras aos movimentos que deverão fazer em obrigações. Relativamente ao posicionamento no mercado de ações, Ward aconselha quatro aspetos:

1. Mover-se para um posicionamento neutral em ações, mas evitar as subponderações.

2. Manter uma diversificação regional na altura de investir em ações.

3. Evitar sobreponderações em fundos que invistam em empresas de pequena e média capitalização.

4. Reconsiderar a sobreponderação em fundos que invistam em valores growth. Acrescentar à carteira produtos que invistam em ações de qualidade e value.

Em obrigações, a estratega chefe de mercados da J.P. Morgan AM para a EMEA fornece duas recomendações.

5. Considerar o investimento em estratégias de obrigações flexíveis, que possam mover-se livremente a nível regional, de duração e de risco.

6. Manter-se em liquidez, bem como apostar em estratégias de obrigações de curta duração poderá ser um entrave.

Por último, Ward assinala um último aspeto que considera importante, sendo o seu sétimo e último conselho:

7. Valorizar a inclusão em carteira de estratégias que apresentem uma baixa correlação com os ativos de risco.

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