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Incerteza sobre se o verão vai ser ou não agitado


Com o aumentar das expectativas em relação a uma subida de taxas pela Reserva Federal, é cada vez maior a pressão em relação às repercussões que uma possível subida de taxas pode ter no mercado global e principalmente nos mercados emergentes.

Depois de um arranque de ano tumultuoso, os mercados emergentes conheceram nos últimos meses alguma acalmia, mas a possibilidade do Fed subir taxas já em junho pode fazer com que o verão que se aproxima seja bem agitado.

Com crescimentos do PIB assinaláveis e assentes na expansão do comércio exportador, o abrandamento do crescimento global fez estreitar as diferenças entre o crescimento nos países desenvolvidos e nos emergentes.
Um menor crescimento do PIB nos mercados emergentes diminui os fluxos de capital e coloca pressão nas suas divisas. O cenário poderá complicar-se mais ainda se a China revelar menos crescimento que o esperado.Para a subida de taxas nos Estados Unidos se verificar já em junho, os dados macro têm que sair em linha com o esperado pelo Fed,  com particular destaque para os gastos dos consumidores.

Para o Fed é particularmente sensível, nesta altura, a evolução da economia interna americana, dado que várias subidas de taxas foram sendo adiadas pela evolução da situação económica global e pela descida do preço do petróleo.

Agora é o momento para ver se têm coragem de subir taxas.

No meu entender a economia americana é sempre sobrestimada e apesar dos dados do emprego serem bons, a precariedade do mesmo levanta dúvidas e as repercussões que uma subida de taxas nos EUA pode ter no resto do mundo deve fazer com que não tenhamos para já uma subida.

Na Zona Euro, o crescimento do sector privado abrandou inesperadamente este mês, sugerindo que a região não deverá manter o ritmo de expansão registado no arranque do ano.O índice de gestores de compras (PMI, na sigla inglesa) para a indústria e serviços, desceu de 53 pontos, em abril, para 52,9 pontos em maio, o valor mais baixo dos últimos 16 meses.Aparentemente o crescimento verificado no arranque do ano foi sol de pouca dura. Os dados apontam, como se previa para desempenhos muito divergentes dentro da região do euro.

O crescimento na Alemanha continuou a fortalecer-se tanto na indústria como nos serviços, em maio, com o ritmo geral de expansão a atingir o nível mais elevado desde o final do ano passado. França também se afastou da estagnação, com o rápido crescimento dos serviços a compensar o declínio da indústria.
Sem o desempenho destes dois países, os dados respeitantes aos restantes países da região do euro seriam muito piores

Nota final para o desbloqueio de 10,3 mil milhões de Euros, do pacote de ajuda internacional à Grécia. Foi também equacionado pensar na restruturação da dívida, com o FMI a defender que a Grécia só conseguirá resistir se parte da dívida for perdoada, mas a ala dura Europeia, principalmente a Alemanha rejeita liminarmente essa opção.

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