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Será acelerado o Programa de estímulos europeu?


Mais estímulos e por mais tempo marcaram a semana na Europa, com o BCE a ganhar esse destaque depois de declarações de dois dos seus membros que assinalaram a possibilidade de um aumento das compras de activos por parte do Banco Central nos meses de maio e junho para combater a tradicional falta de liquidez no verão.

Foi também aventada a hipótese de serem tomadas novas medidas de modo a levar a inflação a subir até perto do objectivo dos 2%, e uma dessas medidas pode ser a ampliação do tempo de duração do programa, que está previsto terminar em setembro de 2016.

Esta hipótese do BCE acelerar o ritmo do seu programa de estímulos teve efeito imediato na cotação do Euro, que perdeu imediatamente face ao Dólar, vindo a perder ainda mais um pouco na sequência de bons dados sobre o sector residencial Americano divulgados no arranque da semana.

Apesar de alguma melhoria em alguns dados macro, a maioria dos membros do FOMC da Reserva Federal dos Estados Unidos consideram pouco provável que até junho os dados macro que venham a ser revelados permitam construir um cenário que suporte uma subida de taxas de juro na reunião de junho.

Segundo as actas da reunião de 29 e 30 de abril, reveladas ontem, o Fed reforça a esperança de que os fracos dados de crescimento do primeiro trimestre de 2015 tenham sido transitórios e que neste segundo trimestre a maior economia do Mundo dê mostras de sólida recuperação, deixando claramente em aberto a hipótese de uma subida de taxas durante este ano.

No outro lado do mundo, tivemos novamente a constatação de que a economia Chinesa continua a abrandar, desta feita com o terceiro mês seguido de descida na actividade fabril, indicando que a persistência do abrandamento requer mais medidas de poliítica monetária por parte do Banco da China. O HSBC/Markit Purchasing Managers Index ( PMI ) desceu para 49.1 em maio, abaixo dos 50, nível que separa o crescimento da actividade da contracção numa base mensal. No que a exportações diz respeito tivemos o nível mais baixo dos últimos 23 meses, nos 46,8.

A economia Chinesa abrandou para o nível mais baixo em 7 anos no primeiro trimestre de 2015, reflectindo o abrandamento da procura doméstica e das exportações.

Destaque ainda para a primeira colocação de Bilhetes de Tesouro a taxas negativas. O IGCP colocou 300 milhões de Euros a 6 meses a  -0.002% abaixo dos 0.047% obtidos no anterior leilão para o mesmo prazo, realizado a 18 de março. A 12 meses foram colocados 1.200 milhões de Euros a uma taxa média de 0.021%.

(Imagem: rockcohen, Flickr, Creative Commons)

 

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