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Seleção criteriosa de sectores e geografias num portefólio onde a diversificação é chave


O Optimize Investimento Activo, num espaço de praticamente um ano, foi galardoado duas vezes. A última edição dos prémios APFIPP mostrou-lhe reconhecimento ao atribuir-lhe o prémio de melhor fundo flexível. Este ano, nos Morningstar Awards, o produto da Optimize Investment Partners recebeu outro galardão, desta vez na categoria de Melhor Fundo Nacional Misto Euro.

Para a equipa gestora, o sucesso do produto é fácil de explicar. Têm como pilar basilar da sua filosofia de investimento a diversificação, recorrendo para isso “a uma abordagem top-down com seleções criteriosas de sectores e geografias”, que, na opinião da entidade, estão melhor posicionados para “as conjunturas atuais e para as vindouras num horizonte temporal longo”. Realçam que esse horizonte é de aproximadamente cinco anos, “sem descurar a prudência para permitir bons retornos e sem colocar em causa a preservação de capital”.

Ações: peso pesado

O fundo da entidade tem flexibilidade suficiente para investir de 0% a 100% “em ações, dívida, e ativos monetários, inclusive através de fundos de investimento até 10%”, pode ler-se no IFI do produto.  As ações são, contudo, o peso pesado da carteira, e configuram a classe de ativos predominante “representando 70% a 80%” do portefólio. Os restantes cerca de 20% encontram-se alocados “em obrigações repartidas por dívida pública portuguesa a 10 anos e por dívida empresarial de curto prazo emitida em dólares” e, por vezes, a equipa recorre a “derivados para cobertura parcial da exposição a ações e de moeda estrangeira”. Geograficamente, também a flexibilidade é uma das peças chave e, por isso, o produto  apresenta atualmente como regiões preponderantes a Europa, os Estados Unidos da América e os Emergentes.

Realce para a importância da seleção sectorial: especificam que esta tem “um peso relevante na abordagem” que executam, tendo contribuído mais para a performance, nos últimos tempos, o “sector financeiro, nomeadamente o bancário”, o sector tecnológico “pela sua capacidade disruptiva e o setor automóvel”, principalmente ligado aos fornecedores. Precisamente os títulos ligados à indústria automóvel são uma das fortes convicções da equipa gestora, justificada pela prudência, na opinião da equipa “excessiva”, dos investidores em relação “aos desafios da transformação elétrica e automação”. Desta forma torna-se justificado que nos últimos tempos tenham incrementado a exposição “ao sector tecnológico, financeiro e automóvel, em detrimento do sector energético, matérias primas e telecomunicações”.

Convicções de futuro refletidas no presente

Algumas destas convicções sectoriais são reflexo de determinadas visões de futuro da entidade. Recordam que atualmente estamos “num contexto de alterações tecnológicas muito fortes em termos de redução dos combustíveis fosseis e de inovações ligadas à inteligência artificial que têm impactos em vários sectores, nomeadamente financeiro, automóvel e tecnológico”.  Salientam, também, que “a gestão passiva está condenada a passar ao lado desta transformação, o que significa que a escolha criteriosa dos sectores e das empresas deverá ser um fator de sucesso nos próximos anos para gestão ativa”.

As limitações regulamentares do fundo indicam que este não pode estar investido em mais de 10% em investimento indireto. Essa fatia destinam-na normalmente “para investir de uma maneira mais global e diversificada recorrendo a ETFs” que tenham exposição a mercados nos quais o expertise da casa é mais diminuto. Dessa forma, conseguem selecionar “geografias que reflitam as convicções idealizadas, normalmente em ações de países emergentes e japonesas”.

Drivers importantes no ano passado

No ano passado a companhia aérea Lufthansa foi uma das grandes convicções em carteira. Da Optimize IP contam que “apesar da excelente performance no último ano”, acreditam que “as perspetivas para a atividade da aviação civil e a avaliação apresentada permite continuar com a convicção intacta” relativamente à empresa. Também nomes como o BNP Paribas, Credit Agricole e Société Genérale apresentam-se como “excelentes oportunidades numa conjuntura vindoura de previsível subida de taxas de juro e de reduções de custos pela implementação acelerada das novas tecnologias nas redes”.

Convictos das posições que têm em carteira, a equipa gestora tem uma abordagem Buy and hold que se reflete na baixa rotatividade apresentada pelo portefólio: no último ano, por exemplo, a carteira apresentou um turnover de 55%. Resume porquê: “Temos convicções de longo prazo nos ativos que selecionamos sendo que as alterações que vão sendo efetuadas abrangem novas ideias que vão surgindo e a saída de outros ativos que tenham perdido ou atingido o potencial idealizado”.

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