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Sector das telecomunicações protagoniza maiores subidas na bolsa portuguesa


Hoje, pelo quarto dia consecutivo, o PSI 20 voltou a subir, valorizando 2,30% para os 5.567,96. Nas congéneres europeias também um cenário positivo, com Madrid a valorizar 1,85%, Paris a subir 1,44% e Frankfurt, com a menor subida, valorizou apenas 1,0%.

Assim, “a Europa subiu de maneira apreciável, sobretudo os mercados dos países do Sul. E não foi só a subida nas acções,  os juros da dívida também desceram, com a implícita valorização. Atribuo esta melhoria ao facto de o BCE ter vindo anunciar que vai valorizar certos activos que são entregues em como colaterais. O facto de o BCE estar aberto a adoptar estímulos que desbloqueiem o acesso ao crédito nas economias deu algum ânimo aos investidores", referiu Rui Barbara, gestor de activos no Banco Carregosa.

Na NYSE Euronext Lisbon, 15 empresas encerraram a subir, 4 a descer e 1 manteve os  mesmos valores de ontem.

O sector da banca foi dos que mais animou a bolsa de Lisboa durante o dia de hoje. O BCP protagonizou a maior subida do sector, valorizando 4,49% para os 0,093. Já o BES subiu 4,12 para os 0,632. O BPI fechou a sessão subindo 2,24% para os 0,939. A contrariar o óptimo fecho de sessão de ontem, o Banif voltou ao vermelho, tendo desvalorizado 5,36% para os 0,053.

Nas telecomunicações o fecho de sessão foi em alta. A Sonaecom foi a protagonista da maior valorização neste fecho de sessão, tendo subido 6,97% para os 1,765. Em segundo lugar ficou a Zon multimédia que fechou a valorizar 6,48% para os 4,089. Apesar de tudo, a PT encerrou no vermelho tendo descido 0,40% para os 2,774.

No sector energético apenas a EDP renováveis encerrou a sessão a cair, tendo desvalorizado 0,61% para os 3,764. A EDP valorizou 1,65% para os 2,459, enquanto a REN subiu 1,24% para os 2,197.

Também com um fecho de sessão positivo as retalhistas Sonae SGPS e a Jerónimo Martins fecharam a valorizar. A empresa de Belmiro de Azevedo subiu 4,07% para os 0,741m enquanto a concorrente pertencente a Alexandre Soares dos Santos valorizou 2,59% para os 16,055.  No verde ficou também a Mota-Engil que subiu 4,27% para os 2,660.  

Rui Barbara acrescentou que "nos EUA, curiosamente, houve boas notícias mas não surtiram grande efeito nas bolsas – os dados macroeconómicos divulgados (como a produção industrial em Filadélfia) saíram melhor que o esperado, mas as acções americanas continuaram pressionadas pelos resultados das empresas, como foi o caso da Intel, pior do que o esperado pelos analistas.”

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