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Se quer investir num fundo temático, deve ter em conta estes quatro fatores


Ao longo de 2020 vimos como as entradas de dinheiro em fundos temáticos foi acelerando. Os fluxos vão claramente de menos para mais, com captações conjuntas a nível europeu nos produtos de tecnologia, saúde e ecologia que entre janeiro e julho superaram os 60.000 milhões de euros, segundo dados da Morningstar (inclui projetos temáticos e setoriais). O interesse nestes produtos está no auge. Não obstante, existem alguns aspetos que qualquer investidor deve ter em conta antes de ganhar exposição a estratégias deste tipo. Porque, tal como explica num artigo Fernando Luque, editor financeiro na Morningstar, estes produtos devem ser utilizados com cautela.

“Em primeiro lugar, é importante entender quais são os fatores subjacentes da rentabilidade e do risco, e que semelhanças têm estes produtos com as ofertas mais baratas que há no mercado. Se estes fatores não são óbvios ou não são suficientemente claros, os investidores devem considerar se é apropriado centrar-se neste tipo de estratégia”, recomenda.

Por outro lado, o especialista dá destaque ao facto de alguns fundos temáticos costumarem ter um viés fatorial. “Os produtos relacionados com o tema da tecnologia costuma ter valores de crescimento ou de momentum. Estes fatores podem ter um certo fervor, mas podem desaparecer rapidamente”, adverte. Na sua opinião, isto é uma fonte de volatilidade que os investidores devem conhecer e entender, já que pode dar lugar aos longos períodos de melhor ou de pior comportamento relativo face ao mercado.

Em terceiro lugar, Luque indica que os investidores em fundos temáticos estão a fazer, na realidade, uma aposta tripla. “Estão a apostar que elegeram um tema vencedor, ao selecionar um fundo que está bem situado para aproveitar este tema, e esperam que as valorizações não sejam demasiado exigentes (habitualmente os investidores costumam apostar em temáticas quentes). Este tipo de estratégia está mais em consonância com uma abordagem marginal dentro de uma carteira”.

Por último, o especialista da Morningstar recorda que a mortalidade destes fundos pode ser elevada. “As gestoras às vezes tratam de captar as tendências nos mercados ou na economia e em diferentes setores de atividade, mas a persistência e sustentabilidade destas tendências nem sempre está assegurada”, conclui.

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