Santander Multitaxa fixa, melhor fundo nacional de obrigações euro


Qual é o processo de investimento?

O processo de investimento do Santander Multitaxa Fixa é dinâmico. Resulta de uma combinação de uma análise macroeconómica e fundamental, sempre suportada por uma politica de controlo de riscos elevada.

Universo de investimento?

O fundo investe fundamentalmente em obrigações do tesouro emitidas por Estados da Zona Euro.

Como escolhem os activos nos quais pretendem investir?

Dentro do universo de opções de investimento, optamos por obrigações em que acreditamos que poderão ter um bom comportamento. Para tal, realizamos diversos tipos de análises, destacando-se a análise de valor relativo.

Qual é o tipo de abordagem feito: bottom-up , top-down ou uma mistura?

Temos uma abordagem mista. Por um lado temos a análise “top-down” que serve para decidir em que mercados devemos investir em termos fundamentais. Por outro lado, a análise “bottom-up” permite-nos optar pelos activos que nos parecem mais atractivos desde o ponto de vista de rentabilidade-risco e/ou com um maior potencial de valorização.

Qual é o património e composição da carteira do fundo?

Actualmente, o fundo tem 8.2 milhões de Euros. A carteira está maioritariamente investida (75%) em obrigações de governos. A maior exposição está em activos de rendimento fixo emitidos por países “core”, como Alemanha e Holanda. O Fundo, segue uma estratégia de “carry”, tendo também exposição a países periféricos como Portugal e Espanha de curto prazo, aproveitando desta forma as rentabilidades atractivas que estes nos oferecem.

Qual é a rotação da carteira?

As estrategias de “carry” são principalmente de “hold-to-maturity”, sendo que estas poderão ser encerradas sempre que se encontrem melhores alternativas. O resto da carteira é alterada em função das nossas expectativas, sempre com o objectivo de aproveitar as melhores oportunidades em cada momento.

Quais são as vossas expectativas de rendibilidade para os próximos doze meses?

Actualmente, os níveis das curvas “core” estão perto de mínimos históricos, derivado do forte movimento de “flight-to-quality” de divida de países periféricos a “core”. No entanto, o Fundo irá tentar aproveitar as oportunidades de mercado através da implementação de estratégias de “carry” e gestão da duração.

Quais podem ser as vantagens deste fundo em relação aos da concorrência e simultaneamente os pontos considerados mais fortes para este prémio?

O Multitaxa Fixa é um fundo com risco muito Baixo comparando com a sua concorrência, isto reflecte-se na baixa volatilidade que o fundo apresenta. O controlo de riscos é essencial para a gestão deste fundo.

Qual foi a influência para o fundo das baixas de rating progressivas a Portugal?

A revisão em baixa dos ratings estavam associadas a uma deterioração das finanças públicas e à capacidade do tesouro português em se refinanciar nos mercados de divida. Ao ter um maior risco, o Fundo segue uma política de gestão de riscos conservadora, reduzindo a exposição em divida publica portuguesa e sendo a exposição a risco financeiro muito baixa, porque se encontra mais focado em taxa de juro.

Quais são os maiores riscos para um gestor de obrigações nos dias de hoje e na Europa?

Os mercados de divida eram tradicionalmente muito estáveis e o investidor geria principalmente o risco de taxa. Nos dias de hoje, a volatilidade aumentou significativamente e o risco do país é essencial na gestão diária dos fundos.

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