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Banco BPI e Santander Totta fecham primeiro trimestre em sentidos opostos


O Santander Totta apresentou no dia de ontem os resultados relativos ao primeiro trimestre de 2017, registando um resultado positivo de 124,3 milhões de euros, “um crescimento homólogo de cerca de 9%”, refere a entidade.

O produto bancário ascendeu a 287,2 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 9,1% face a março de 2017. Quanto às comissões líquidas, estas registaram um aumento de 0,4% relativamente ao período homólogo, fixando-se nos 85,2 milhões de euros.

Quota de mercado de fundos de investimento mobiliário de 14%

No primeiro trimestre do ano, a Santander Asset Management registou um total de 1,6 mil milhões de euros em ativos sob gestão, sendo que a quota de mercado se fixou nos 14%. Num contexto de evolução positiva dos mercados financeiros, aliado a um “comportamento em sentido inverso das obrigações governamentais”, a gestora procurou gerir “o risco de uma forma ativa, com o objetivo de maximizar a valorização dos seus ativos”, destaca a entidade”. Os fundos de investimento comercializados pelo Banco ascenderam a 1.513 milhões de euros, o que representa um crescimento de 4,8% em comparação com o mesmo período de 2016.

Por fim, os recursos de clientes fora de balanço obtiveram um crescimento de 1,3% face ao período homólogo, registando um total de 4 376 milhões de euros.

Impacto negativo da desconsolidação do Banco de Fomento Angola nas contas do BPI

Em sentido oposto terminou o Banco BPI, que no primeiro trimestre de 2017 registou um resultado líquido negativo de 122,3 milhões de euros. A entidade destaca que este resultado “reflete um impacto negativo de 212,3 milhões da venda de 2% do Banco de Fomento Angola (BFA) e consequente desconsolidação dessa entidade”.

Desta forma, se excluída esta operação, o resultado líquido ascende a 90 milhões de euros, sendo que a atividade doméstica contribuiu com 43,8 milhões de euros, um crescimento de 8,8% face ao mesmo período de 2016, e a atividade internacional contribuiu com 46,2 milhões de euros, valor do qual se exclui a venda de 2% do BFA.

Recursos de clientes fora de balanço mantêm crescimento

Esta rubrica, na qual se incorporam os fundos de investimento, os PPR e os PPA, manteve o crescimento no primeiro trimestre de 2017, fixando-se nos 5.249 milhões de euros, o que compara com os 4.483 milhões de euros no período homólogo, representando um crescimento de 17,1%.

Quanto aos Seguros de Capitalização e os PPR (BPI Vida), depois de um total de 4.249 milhões de euros no final de 2016, fecham o primeiro trimestre de 2017 com um total de 4.277 milhões de euros.

Por fim, as comissões de gestão de ativos registaram um crescimento de 0,7% no período em questão, fixando-se em 10,3 milhões de euros.

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