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S&P colocou Portugal sob ‘outlook’ negativo


A agência de notação de crédito, Standard & Poor's, alterou o ‘outlook' do ‘rating' da dívida portuguesa de estável para negativo. A razão apontada para esta revisão foram as demissões de Vítor Gaspar e Paulo Portas que complicam o “clima político já de si desafiante que Portugal enfrenta” e que deixam “uma margem de manobra menor do que aquela que tínhamos quando colocámos o ‘outlook' de estabilidade em Março deste ano", salientou a S&P num comunicado divulgado na sexta-feira.

Trata-se de mais uma consequência negativa após o início da crise política, tendo a  S&P referido que "a revisão do ‘outlook’ reflecte a nossa opinião de que podemos baixar o ‘rating' de Portugal se a escalada da incerteza política abrandar o processo de ajustamento estrutural e orçamental e enfraquecer o apoio político oficial, incluindo a União Europeia e o FMI".

A entidade salientou, ainda, que a indefinição política relativamente ao futuro político do país coloca em causa as próximas emissões de dívida e o fim do programa da Troika.

No passado sábado e, relativamente ao futuro do país, o primeiro-ministro, Passos Coelho, apresentou ao Presidente da República alterações na equipa do Governo. Para já sabe-se que Maria Luís Albuquerque se mantém na pasta das finanças e que Paulo Portas regressa ao Governo como vice primeiro-ministro e responsável pelas negociações com a Troika. Igualmente, António Pires de Lima é o nome indicado para substituir Álvaro Santos Pereira na economia.

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