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Risco de crédito do sector financeiro continua elevado para agentes de mercado


Para além dos riscos referentes à envolvente macroeconómica, também os riscos de mercado e de crédito são apontados pelas seguradoras e gestoras de fundos de pensões, como assuntos a monitorizar. É o que revela o questionário1 realizado pela ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), cujos resultados são refletidos na 7ª edição do relatório de Análise de Riscos do Sector Segurador e dos Fundos de Pensões.

O documento indica que dentro dos riscos de mercado e de crédito, o risco de reinvestimento continua a ser aquele que os agentes de mercado classificam de mais elevado, “dada a persistência do ambiente de baixas taxas de juro”. O risco de crédito do sector financeiro em específico é o que agrega a “maior representatividade combinada das categorias ‘elevado e médio alto’ (72%)”. A ASF justifica esta preocupação com o “significativo peso do sector financeiro na exposição das carteiras de investimentos e pelos desenvolvimentos recentes ao nível das instituições de crédito nacionais”. “A mediana relativa a estes dois riscos mantém a classificação de médio alto, sendo que o segundo apresenta agora uma percepção de agravamento”, escrevem.

Classificação dos riscos de mercado e de crédito de acordo com a probabilidade de ocorrência e impacto

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Fonte: ASF

Os restantes riscos de mercado e de crédito, como é visível na figura acima, são rotulados como de intensidade média baixa, com exceção do risco de incumprimento de outras contrapartes, relativamente ao qual a percepção é de intensidade reduzida.

Risco de concentração perde preocupação

O risco de concentração neste questionário é caraterizado pela ASF como estando numa “tendência de amenização”. Justificam que essa tendência reflete “os esforços empreendidos pelos empreendedores no sentido de adequar as suas estratégias de investimento à moldura regulamentar de Solvência II”.

A nível futuro, os questionados entendem que os riscos com maiores perspetivas de melhoria são o risco de crédito dos emitentes soberanos e o risco imobiliário. Em sentido contrário está o risco cambial.

Expetativas de evolução no curto e médio prazo dos riscos de mercado e de crédito

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Fonte: ASF
1 O inquérito é referente ao segundo semestre de 2015

 

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