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Contagem decrescente para o referendo sobre o Brexit


A pouco mais de uma semana do referendo no Reino Unido todas as atenções estão focadas para a eventualidade de um Brexit, o que tira algum brilho às reuniões de política monetária de vários bancos centrais que terão lugar esta semana. O referendo no Reino Unido é encarado pelo mercado como o evento do ano e a aversão ao risco é transversal a todos os mercados.

Bancos Centrais

O primeiro a terminar a sua reunião será a Reserva Federal dos Estados Unidos.
O repentino abrandamento registado no mercado de trabalho americano e o aumento da possibilidade do Reino Unido sair da União Europeia deverão fazer com que o Fed espere para ver o que vai acontecer.
Neste momento a possibilidade de uma subida de taxas na reunião que termina hoje é nula, em julho de 20%, em setembro de 35%, em novembro de 50% e em dezembro de 60%. O Fed não tem sido claro na divulgação da estratégia que pretende seguir, e duvido que seja agora que Yellen esclareça as dúvidas em relação ao rumo da política monetária nos EUA.

O Banco da Inglaterra terminará a sua reunião de política monetária amanhã, com poucas expectativas para qualquer alteração de política monetária ou de taxas de juro.
No caso do Banco do Japão as coisas podem ser ligeiramente diferentes, com muitos analistas a acreditarem que o BoJ vai avançar com mais medidas de estímulo para restabelecer a confiança do mercado, numa altura em que a economia pede mais medidas e o Yene se valoriza face ao Dolar devido á fuga para activos de risco.
 
O fantasma do Brexit

A aproximação do referendo britânico sobre a saída do Reino Unido da União Europeia começa a pesar sobre todos os mercados e prende todas as atenções. Faltam poucos dias para o evento mais relevante do ano no mercado financeiro e o aumento da probabilidade de uma saída deixa o mercado muito nervoso. A eventualidade de um Brexit é encarada pelo mercado como um “salto para o desconhecido”.

O mercado deixou de estar focado em activos relacionados com o Reino Unido para começar a precaver-se para uma onda de choque a varrer a Europa e os restantes mercados.

Parece-me evidente que qualquer que seja a decisão dos Britânicos, o dólar será o grande vencedor.

Caso a Grã Bretanha permaneça na União Europeia, o Fed irá subir taxas mais cedo e isso ajuda o Dolar. Caso saiam da União Europeia, a continuação do "risk off mood" irá beneficiar o Dolar tal como tem feito até aqui..

Neste cenário de aversão ao risco, o Bund Alemão a 10 anos entrou pela primeira vez na história em território negativo. Em contraciclo, as obrigações dos países do sul da Europa subiram.

Tal como muitas vezes no futebol, a Zona Euro é um jogo com muitos intervenientes mas no final quem ganha é a Alemanha.

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