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Retrospectiva do ano de 2012 – Os primeiros três meses


O ano de 2012, apesar de todos os percalços e turbulências intermédios, termina mais ou menos como começou, com algumas nuvens negras no horizonte (fiscal cliff norte-americano vs. crise da dívida periférica europeia), mas com os mercados a apresentarem um sentimento moderadamente optimista, o que permitiu ganhos em quase todas as classes de activos de risco (acções, obrigações, etc.) para aqueles investidores que, apesar da aversão ao risco que se instalou no pós-crise de 2008, tiveram a coragem de arriscar e mantiveram-se investidos quer em acções, quer em obrigações (principalmente corporates, high yield e periféricas).

O primeiro trimestre do ano de 2012 foi bastante positivo para os mercados financeiros, com rendibilidades positivas no mercado accionista, de crédito e commodities. As expectativas no final de 2011 eram relativamente baixas, no entanto, o BCE, com as duas operações de refinanciamento a longo prazo (LTRO), conseguiu diminuir o risco financeiro e sistémico na Zona Euro e o crescimento económico nos Estados Unidos manteve-se mais robusto do que o antecipado, o que impulsionou fortemente as principais classes de activos nos dois primeiros meses do ano. Em Março, esta dinâmica não foi tão evidente. O fim da LTRO por parte do BCE, a diminuição de probabilidade de ocorrer um terceiro programa de compra de activos (QE3) por parte da FED e os maus dados macroeconómicos da economia chinesa, voltaram a colocar alguma incerteza na mente dos investidores, o que se reflectiu na performance mais fraca das principais classes de activos no mês de Março.

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