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Retornos das classes de ativos: o “trauma” do número oito?


Complicado, desafiante e raro. Estas são algumas das palavras utilizadas para descrever o contexto dos mercados durante o ano passado, que encerrou com a vasta maioria das classes de ativos a “oferecer” retornos negativos. Terminado o ano de 2018, são vários os especialistas que perspetivam um ano de 2019 menos vermelho, com alguns dos ativos a recuperarem para terreno positivo.

Para compreendermos o panorama dos fundos nacionais, em foco colocámos o retorno médio anual alcançado pelas várias categorias de fundos que compõem o mercado nacional na última década. Um quadro que reflete aquilo que parecem ter sido dez anos de retornos positivos, mas com alguns períodos bastante duros para algumas das classes de ativos.

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Longe de estar a lançar uma superstição sobre os anos acabados em 8, olhando para o ano de 2018 verificamos que quase todas as categorias (à exceção de apenas uma) encerraram o ano em terreno negativo, um cenário semelhante ao verificado naquele que é considerado um dos anos mais terríveis para os mercados financeiros, o de 2008.  A categoria que “se salvou” foi a categoria de Energy Sector Equity, cujo retorno médio se fixou nos 0,29%, tendo ficado no espectro oposto a categoria de Financials Sector Equity, que alcançou um retorno médio de -21,58%. Nem mesmo a categoria caracterizada por um menor nível de risco foi capaz de evitar perdas – Euro Money Market –, tendo fechado o ano com um retorno médio negativo de 0,35%.

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Outro facto interessante para percebermos o quão diferente foi o ano de 2018 em comparação com o ano de 2017 é o facto de categorias como Europe Equity Mid/Small Cap, Global Emerging Markets Equity Equity Miscellaneous Japan Equity ou Financials Sector Equity, que em 2017 alcançaram retornos positivos na ordem dos dois dígitos, terem registado retornos também na ordem dos dois dígitos, mas desta feita negativos.

Será o quadro apresentado daqui a um ano semelhante ao atual? E em 2028? Só o tempo o dirá.

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