Resultados na banca arrancam com ativos sob gestão dos seguros a avançar no BPI


Arranca a época de resultados semestrais da banca, desta feita com o BPI. A entidade bancária reportou um lucro consolidado de 132,5 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que reflete uma queda de 63% face ao mesmo período do ano passado. No que ao lucro líquido recorrente na atividade em Portugal diz respeito, a entidade reporta 86,9 milhões de euros no primeiro semestre, valor que também decresce face ao mesmo período de 2018, no caso -17%.

A rubrica de recursos de clientes, que também inclui recursos fora de balanço, apresentou um caminho de crescimento no primeiro semestre do ano, com um avanço de 2,7% no total, contabilizando 34.100 milhões de euros, face aos 33.195 de final de dezembro. Para este incremento contribuiu o aumento protagonizado pelo que denominam de “ativos sob gestão”, rubrica que avançou 2,4% para os 9.409 milhões de euros, bastante impulsionada pelos seguros de capitalização. Os ativos sob gestão dos seguros de capitalização continuam na senda do crescimento, e o semestre trouxe mais um avanço, desta feita de 5,7% para os 4.341 milhões de euros. A quota de mercado nestes produtos era no final de maio de 15,4%.

Os fundos de investimento, embora de forma ligeira, contrariam a tendência, e caíram, 0,3% para os 5.068 milhões de euros de ativos sob gestão. O negócio de fundos da entidade representava no final de maio uma quota de mercado de 14,5%.

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Do lado das comissões a entidade reporta uma diminuição de 5,6% em termos homólogos nas comissões líquidas, para os 127,2 milhões de euros. Tanto as comissões bancárias, como as comissões dos fundos de investimento contribuíram para este decréscimo, como visível na tabela abaixo. As comissões referentes aos seguros, por sua vez, assistiram a um crescimento de 3%.

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