Resiliência mediante o equilíbrio de riscos


(TRIBUNA de Laura Donzella, responsável de distribuição institucional e de retalho na Península Ibérica , América Latina e Ásia, da Nordea AM. Comentário patrocinado pela Nordea AM.)

Após vários anos de sólidas rentabilidades positivas desde a crise financeira mundial, os investidores enfrentam o regresso de uma maior volatilidade. Os acontecimentos vinculados ao coronavírus sacudiram os mercados mundiais entre fevereiro e março de 2020, o que derivou numa marcada redução da predisposição ao risco. Isto trouxe consigo vendas massivas nos ativos de risco e uma descida dos rendimentos da dívida pública: as yields dos títulos do Tesouro norte-americano a 10 anos alcançaram mínimos históricos.

No atual contexto macroeconómico, de yields baixas e em constante evolução, é compreensível que muitos investidores não saibam que decisões tomar. Quando deverá um investidor assumir um risco adicional ou reduzi-lo? Como se comportará o mercado no futuro? A liquidez é um problema grave? Num panorama de investimento que não para de mudar, estas perguntas são difíceis de responder e reforçam a crescente necessidade de uma gestão ativa.

Para satisfazer a necessidade de oferecer aos investidores uma carteira flexível, equilibrada e sem limitações, capaz de gerir o risco de quedas durante períodos de volatilidade nos mercados ao mesmo tempo que mantém a capacidade de gerar rentabilidades atrativas, a Nordea lançou a sua estratégia Stable Return. A estratégia, apresentada em novembro de 2005, baseia-se numa abordagem de investimento “estável” e com um risco equilibrado que se tornou num sinónimo da reconhecida equipa de Multi Assets da Nordea.

A maioria das carteiras equilibradas baseiam-se em abordagens top-down para determinar as perspetivas de rentabilidade nas diferentes classes de ativos e tentar priorizar a alocação à classe de ativos com o maior potencial de rentabilidade (que também implica um maior risco). Assim, muitas destas carteiras equilibradas são ajustadas em função dos ciclos do mercado, tentando determinar quando o mercado chegará ao seu ponto culminante ou ao seu ponto mais baixo. Não obstante, a tentação de desviar consideravelmente uma carteira para uma previsão de mercado ou hipótese macroeconómica e, portanto, sobreponderar consideravelmente um determinado segmento de obrigações tem demonstrando ser um exercício delicado e complexo a longo prazo, que muitas vezes desemboca em rentabilidades pouco uniformes e num maior nível de risco.

A equipa de Multi Assets da Nordea adota uma abordagem diferente fazendo finca-pé em dois conceitos diferenciados: o equilíbrio de riscos e uma autêntica diversificação. Estas características assentam as bases da abordagem de investimento única da equipa, que contribui para gerar rentabilidades constantes e atrativas ao longo do tempo.

Do ponto de vista da alocação estratégica de ativos, a equipa de Multi Assets combina os catalisadores de rentabilidade subjacentes nas diferentes classes de ativos com o fim de garantir um comportamento adequado em qualquer contexto, capaz de funcionar em diferentes contextos de mercado e gerar rentabilidades constantes e atrativas a longo prazo. Em vez de realizar alocações a ativos específicos em resposta a uma visão macroeconómica a curto prazo, os gestores de carteiras seguem a sua filosofia centrada em “equilibrar os riscos” e combinam catalisadores de rentabilidade agressivos e defensivos. Além disso, a equipa aproveita as oportunidades que oferecem as divisas defensivas e as estratégias de mitigação de riscos, para reforçar este equilíbrio.

Além disso, a equipa aplica de forma adicional uma alocação tática de ativos a curto prazo para poder ajustar a carteira, apesar de o fazer de forma limitada, em resposta às condições económicas ou de mercado correspondentes.

O ponto-chave é encontrar o equilíbrio adequado entre os ativos que poderão proteger a carteira em caso de quedas e os investimentos capazes de impulsionar a mesma e as suas rentabilidades em mercados em subida.

Nos últimos tempos, não foram poucas as vezes nas quais a estratégia Stable Return da Nordea demonstrou a sua resiliência. Um bom exemplo disso teve lugar no fim de fevereiro e março, quando aumentou a volatilidade do mercado e os ativos de riscos caíram. A proposta de valor da estratégia (centrada no equilíbrio de risco) pode evitar uma queda considerável, em particular em comparação com outras estratégias excessivamente expostas a ativos de risco, como as ações. Não foi em vão que a carteira conseguiu limitar a sua queda nesta difícil conjuntura graças à sua filosofia de investimento (baseada em princípios de equilíbrio de riscos), à flexibilidade que lhe confere a sua abordagem de investimento não referenciada e livre de limitações, assim como às suas exclusivas estratégias de investimento defensivas. Em particular, o uso destas estratégias de investimento defensivas, únicas e exclusivas, constitui uma valiosa vantagem num contexto de rentabilidades reduzidas, no qual a duration clássica não é capaz de oferecer a diversificação habitual no contexto de uma carteira, e no qual a maioria dos gestores de ativos lutam para proteger as suas carteiras sem sacrificar a rentabilidade. Como é provável que esta situação persista durante mais tempo, a vasta experiência e a sólida trajetória da equipa de Multi Assets da Nordea forma uma vantagem distintiva, pois a equipa há mais de uma década que gere carteiras de investimento baseando-se no equilíbrio dos riscos. A equipa de Multi Assets trabalha lado a lado desde 2004 e implementou esta estratégia desde o seu início. Graças às suas sólidas capacidades analíticas e ao seu processo de investimento, a estratégia conseguiu superar os seus concorrentes e cumprir os seus objetivos de investimento.

Por último, mas não menos importante, o difícil contexto de yields baixas dos últimos anos levou muitos investidores a aumentar o risco de liquidez. Fundamentalmente, este é o risco de que um investidor não possa vender um ativo rapidamente. O risco de liquidez foi notícia nos últimos meses, especialmente quando, no início de março, os mercados experimentaram um grande aumento da volatilidade. Não obstante, este teve sempre uma importância primordial para a equipa de Multi Assets da Nordea. De facto, a nossa equipa procura realizar alocações a obrigações físicas de elevada liquidez como a dívida pública de alta qualidade dos mercados desenvolvidos, as obrigações garantidas europeias ou os títulos de ações caracterizados pela sua estabilidade (Stable Equities). Além disso, emprega derivados de uso comum e com grande liquidez como, por exemplo, futuros sobre ações ou obrigações. A carteira resultante exibe um elevado grau de liquidez, o que permite navegar com sucesso em qualquer contexto de mercado.

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