As estratégias que motivaram os resgates em janeiro


Que estratégias suscitaram os resgates dos investidores? Profissionais do ActivoBank, Banco Best e BiG olham para o primeiro mês de 2017 e revelam quais são as tendências que fizeram com que os seus clientes resgatassem alguns dos seus investimentos em fundos. 

Do ActivoBank, João Graça dá destaque para a “saída de vários investidores das soluções de obrigações governamentais, em particular, da zona euro onde as valorizações já estão um pouco esticadas.” Acrescenta também que “a saída de estratégias ‘Value’ na zona euro em que muitos acreditam, irá encontrar dificuldades no decorrer do ano de 2017 por todos os eventos políticos e intervenções do BCE que se avizinham”.

Rui Castro Pacheco, diretor adjunto de Investimentos do Banco Best, disse à Funds People que, ao nível dos resgates, janeiro foi “mais um mês em que os principais montantes saíram de fundos de tesouraria e de obrigações de curto prazo mais conservadoras.”

Isabel Soares, do BiG, revela que, no que diz respeito a resgates, o primeiro mês do ano fica marcado "por uma migração de alguns investimentos mais conservadores para estratégias que comportam mais risco mas que, em simultâneo, apresentam potenciais de rentabilidade mais interessantes. A generalidade dos resgates verificou-se, por isso, ao nível de fundos de tesouraria ou de obrigações de curto-prazo". A gestora de produto destaca também as saídas "ao nível de fundos com exposição ao sector energético (muitos dos investidores aproveitaram o período para realização de mais-valias) e de fundos com enfoque geográfico em mercados muito específicos (como Índia, China ou América Latina)".

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