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República Portuguesa alcança objetivo no seu último leilão de Obrigações do Tesouro


Pouco mais de um mês depois do último leilão de Obrigações do Tesouro, a República Portuguesa voltou aos mercados, com uma emissão de dívida a 5 e 10 anos, tendo arrecadado um montante total de 1.250 milhões de euros. No prazo mais curto foram, assim, emitidos 498 milhões de euros a uma taxa de 0,702% - superior aos 0,647% do último leilão comparável. Já no prazo mais longo esta fixou-se nos 1,908%, face aos 1,939% da última emissão comparável, tendo sido emitidos 752 milhões de euros. Quanto à procura, enquanto que a 5 anos esta foi superior à oferta em 2,33 vezes, a 10 anos foi superior em 1,91 vezes.

Prémio de risco mantém-se estável

Sobre a emissão de dívida, Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, refere que esta esteve em linha com o mercado, tendo sido de acordo com as expectativas: taxa inferior a 0,8% na dívida a 5 anos e abaixo dos 2% na dívida a 10 anos.  Destaca, por outro lado, que “o prémio de risco da dívida portuguesa não está a subir, apesar da situação italiana”, sendo que “mesmo o spread da dívida italiana não está a alargar”. Considera, por fim, positivo que Portugal seja capaz de emitir dívida de médio (5 anos) e de longo prazo (10 anos) a taxas baixas. “É assim que se consegue reduzir o custo médio da dívida portuguesa”, aponta.

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